Prefeitura vai à Justiça contra interdição da coleta de lixo em BH

Fonte: Jornal Estado de Minas | Autora: Guilherme Paranaiba | Publicação: 29/11/16

A Superintendência de Limpeza Urbana de Belo Horizonte (SLU) criticou a proibição da coleta de lixo na capital mineira com garis ocupando o estribo dos caminhões, com base em determinação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE/MG), braço regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O órgão da Prefeitura de BH que cuida do lixo na cidade informou que já entrou na Justiça com um pedido de liminar para retomada imediata do serviço, principalmente pelos riscos da paralisação da atividade, como as inundações durante o período chuvoso.

A SLU, por meio de sua assessoria de comunicação, disse que uma alteração “dessa magnitude no sistema de recolhimento de resíduos numa cidade do porte de Belo Horizonte demanda um prazo mínimo de adequação técnica e operacional, e que não há meios de se fazer um replanejamento tão radical de forma instantânea, como obriga a decisão do Ministério do Trabalho”, conforme a nota encaminhada pela pasta.

Depois que a SRTE interditou a coleta com a presença de garis ocupando os estribos dos caminhões, solicitando que eles sejam transportados dentro da cabine, a cidade amanheceu com montanhas de lixo nas ruas, principalmente na área central, onde a produção dos resíduos é grande e a coleta é diária. No cruzamento das ruas dos Guaranis e dos Carijós, por exemplo, além do lixo normal gerado ontem, também se acumulava o lixo da varrição, que funciona normalmente.

Bairros como Santa Tereza e Floresta, na Região Leste, que também deveriam contar com a coleta norturna ontem, tiveram ruas lotadas de resíduos nesta manhã. No Bairro Ipiranga, Região Nordeste, comerciantes estão com medo de serem multados pela fiscalização por conta do acondicionamento de gêneros alimentícios nas ruas fora do horário de coleta.

Quantidade de resíduos no Centro de Belo Horizonte cresce 65% em 11 anos

Fonte: Jornal Estado de Minas | Autora: Valquiria Lopes | Publicação: 25/08/16

O lixo produzido e coletado no Centro de Belo Horizonte engrossa uma estatística preocupante dos pontos de vista econômico e ambiental. Com percentual de crescimento muito acima do verificado na produção de resíduos retirados mensalmente em toda a cidade, os materiais descartados por residências, comércios e demais estabelecimentos localizados dentro dos limites da Avenida do Contorno atingiram índice alarmante neste ano. Dados da Superintendência de Limpeza Urbana de Belo Horizonte (SLU) mostram que a média mensal de 6.403 toneladas coletadas no Centro, nos sete primeiros meses de 2016, é 65,5% superior às 3.868 toneladas recolhidas mensalmente na região em 2005.

Para especialistas, o quadro é preocupante e exige intervenção imediata do poder público para implantação de coleta seletiva e de campanhas de conscientização para o consumo consciente. Em relação ao lixo coletado em toda a cidade, a média mensal este ano subiu 30,1% em uma década, apesar de o volume ter sido menor em relação a 2015.

Os índices que traduzem a realidade da coleta domiciliar na capital mineira são também superiores à média nacional apontada no Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Segundo o levantamento, o crescimento da geração de lixo observado no país foi de 25% no intervalo entre 2005 e 2014. O diretor-executivo da Abrelpe, Carlos Silva, afirma que a elevação de 65% somente no Centro de BH é alta e merece a atenção do poder público. “Está muito acima da média da cidade e também do Brasil. É mais que o dobro. É preciso que a administração municipal verifique o que levou a esse aumento e interfira para controle dessa produção de resíduos”, defende.

Entre as possíveis causas para explicar o crescimento do lixo coletado na Região Central de BH, Carlos lista o aumento populacional, o desenvolvimento da cidade, os aumentos da renda e do poder de consumo, bem como a mudança de hábitos da população na hora de ir às compras. “É preciso observar que o Centro de uma grande cidade, como é Belo Horizonte, concentra uma série de serviços, comércios, além de ser uma zona de passagem. Mas o crescimento registrado na área central de BH está muito acima da média”, alerta.

Gastos extras com manutenção

O diretor-executivo lembra que a progressão rápida na geração de resíduos resulta em maior prejuízo ambiental, além de gerar cada vez mais impacto para os cofres públicos nos gastos com varrição, coleta, transporte e acondicionamento desses materiais. Desde 2008, quando o aterro da BR-040 teve sua capacidade esgotada, todo o lixo de Belo Horizonte passou a ser levado para o Aterro Macaúbas, em Sabará. O espaço particular foi a solução encontrada pela PBH para destinar seus resíduos. “Esse trabalho, desde a coleta até o destino final, tem um custo por viagem, que aumenta com o crescimento da produção da quantidade de lixo”, explica.

Assim como Carlos, especialistas lembram da importância de políticas públicas que possam reduzir a quantidade de lixo. Na avaliação da doutora em resíduos sólidos Cynthia Fantoni, pesquisadora do Departamento de Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), faltam incentivos para a programas de reciclagem e para a implantação de indústrias que possam receber e tratar esses materiais. “Em Belo Horizonte, a coleta seletiva tem muito baixa cobertura e atinge apenas alguns bairros da cidade. O poder público pode interferir diretamente na quantidade de lixo gerado e coletado, mas precisa rever suas políticas”, afirma Cynthia. Dados da Abrelpe mostram que grandes cidades têm capacidade para reciclar até 30% do lixo que produz. Em BH, esse percentual está em torno de 10%. “Para aumentar, precisa haver investimento e campanhas que levem a população tanto a reduzir quanto a separar o lixo que produz”, afirma Carlos Silva.

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FALTA EDUCAÇÃO

Enquanto o trabalho não avança, crescem as pilhas de entulho no coração da cidade. Morador do Centro há 35 anos, o diretor da Associação de Moradores e Amigos da Região Central de BH (Amarce), Hamilton Carneiro Elian, diz acompanhar a evolução do lixo produzido na região. “A quantidade na porta dos prédios e comércio é maior a cada ano, bem como a sujeira que fica acumulada na rua. Essa situação é muito degradante e afeta negativamente uma região que já é alvo de muitos outros problemas urbanos”, comenta, lembrando que, além de intervenção do poder público, falta educação às pessoas.

Por meio de nota, a SLU informou que a comparação dos números que mostram o crescimento da produção de lixo na área interior da Avenida do Contorno deve levar em conta variáveis, como o aumento da população, replanejamento dos distritos de coleta, variação na ocupação do solo urbano (verticalização, novas moradias, estabelecimento de comércio), mudança de comportamento das pessoas e de empresas (maior ou menor produção e consumo de bens descartáveis), entre outras. Segundo o órgão, é preciso considerar ainda o aumento da população flutuante e entender que BH é considerada uma cidade-dormitório para considerável parte da população do Centro, além da realização de eventos que reúnem maior ou menor público vindo de fora, a exemplo do carnaval e da Virada Cultural.

Sobre o Hipercentro, a superintendência esclareceu que o serviço de coleta de lixo na região é diário (de segunda a sábado), a partir das 20h. “Trata-se de uma área prioritária por causa da grande circulação de pessoas”, informou a SLU por meio de nota. Já a varrição é feita três vezes ao dia (manhã, tarde e noite), inclusive nas praças Sete, Rio Branco e Raul Soares.

Suécia recicla 99% dos resíduos gerados

Fonte: NetResíduos | Publicação: 30/08/2016

A Suécia consegue reciclar 99% dos resíduos sendo que apenas 1% vão para aterro. A elevada taxa de reciclagem é conseguida através da transformação dos resíduos em energia. De acordo com o jornal Global Citizen, das 4,4 milhões de toneladas produzidas por ano, cerca de 2,2 milhões são convertidas em energia via um processo “waste to energy” (WTE).

O processo envolve a queima dos resíduos nas centrais de energia onde o vapor produzido é usado nas turbinas para a produção de electricidade. A eficiência do processo permitiu à Suécia começar a importar resíduos dos países vizinhos, trazendo 800 mil toneladas de resíduos para a produção de electrcidade nas suas 32 instalações espalhadas pelo país.

Em declarações ao Huffington Post Anna-Carin Gripwell, directora de comunicação para a gestão de resíduos no país, defendeu a estratégia adoptada dizendo que “Quando resíduos ficam parados em aterros sanitários, há libertação de gás metano e outros gases de efeito estufa, o que obviamente não é bom para o ambiente”.

85% dos brasileiros não têm acesso à coleta seletiva, mostra estudo

Fonte: Época | Autor: Bruno Calixto | Publicação: 16/06/2016
Se você pode separar o lixo reciclável do lixo orgânico e ter a certeza de que eles vão para o destino correto, você é minoria no Brasil. Um novo estudo encomendado pelo Cempre, o Compromisso Empresarial para a Reciclagem, mostra que quase 170 milhões de brasileiros não são atendidos por coleta seletiva em suas cidades. Estamos muito longe de criar uma economia circular.
Segundo a pesquisa, 1.055 municípios têm programas de coleta seletiva. Como o Brasil tem mais de 5 mil cidades, esse número representa apenas 18% dos municípios. Quando analisamos a quantidade de cidadãos atendidos ou com acesso a algum programa de reciclagem, a porcentagem cai. Só 31 milhões de brasileiros – cerca de 15% da população total do país – podem contar com o “luxo” de separar o lixo. Ou seja, 85% dos brasileiros não têm como destinar resíduos para a reciclagem.

O estudo faz uma análise mais detalhada de 18 cidades do país e mostra outro dado preocupante. Em algumas cidades, a quantidade de material que está sendo reciclado caiu entre 2014 e 2016. O caso de Brasília é um exemplo. A capital federal reciclou 3.700 toneladas de lixo por mês em 2014. Em 2016, esse valor caiu para 2.600 toneladas por mês. Isso acontece principalmente porque o setor de reciclagem também está sofrendo com a crise econômica.

Há também casos positivos. As capitais do Sul – Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba – conseguem atender praticamente 100% dos cidadãos. Outro caso interessante é o Rio de Janeiro. Como a cidade é sede da Olimpíada, ela conseguiu financiamento no BNDES para melhorar a coleta. O resultado aparece nos números. O Rio de Janeiro triplicou a quantidade de toneladas de resíduos destinados para a reciclagem. Mas ainda está longe do ideal – só 65% da cidade é atendida pela coleta seletiva.

Segundo Vitor Bicca, presidente do Cempre, há dados positivos no estudo. O levantamento é feito desde 1994, e a comparação ano a ano mostra que a reciclagem está avançando, apesar de a passos lentos. A partir de 2010, houve um salto importante em quantidade de municípios que reciclam: um aumento de mais de 100%. Isso ocorreu por conta da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Para Vitor, o que falta agora é um maior engajamento das prefeituras. “O entrave é político, e as prefeituras precisam se engajar mais. Quando a política foi aprovada, o governo federal criou linhas de financiamento para o município fazer o plano de gestão, que é a primeira etapa antes de fechar os lixões ou implantar a coleta seletiva. Mas houve um baixo engajamento dos municípios”, diz.

Uma das formas de pressionar por maior participação das prefeituras é cobrar por políticas de coleta seletiva nas eleições municipais deste ano, já que a coleta é responsabilidade de prefeitos. Para o Cempre, outra forma de pressionar é buscar uma mudança de compreensão sobre a reciclagem. Hoje ela é vista apenas como um processo que faz bem para o meio ambiente. Ele acredita que é preciso conscientizar a população de que também faz sentido do ponto de vista econômico. “O resíduo hoje é um bem econômico. Ele pode voltar para a indústria como novo produto, evitando o uso de matérias-primas.”

Projeto da Unesp transforma entulho em concreto reciclado

Fonte: MaxPressNET | Autor: Fabiana Manfrim | Publicação: 30/08/16

A Unesp de Presidente Prudente desenvolve projeto que reaproveita o entulho de concreto descartado pela construção civil, e o transforma em concreto reciclado para a construção de calçadas, pisos, entre outras finalidades. Coordenado pelo professor Fernando Sérgio Okimoto, da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) o Projeto de Extensão Universitário: “Tecnologias Sustentáveis de Construção: Aproveitamento dos RCCs (Entulho)”, tem apoio da Reitoria, da Pró-reitoria de Extensão Universitária e do Centro Local de Apoio à Extensão (CLAE) da Unesp de Presidente Prudente.

Os resíduos, após a trituração, podem ser utilizados como base de pavimentação asfáltica, em bancos, lixeiras, pontos de ônibus, floreiras, guias, sarjetas, aduelas e tubulações de drenagem. “Podem ser utilizados também para a produção de tijolos e blocos para paredes, em calçadas, guias e sarjetas”. “É possível ainda triturar pneus que não servem mais, para serem incorporados em concretos e argamassas, substituindo a brita e a areia”, acrescenta.

O projeto de extensão busca auxiliar diretamente o município na utilização de concretos com agregados reciclados nas obras municipais. Para Okimoto, a maior contribuição é fomentar a responsabilidade da construção civil com seus resíduos, evitar a extração equivocada de materiais tradicionais e apontar novos caminhos para os resíduos que forem produzidos.

De acordo com o professor, o projeto de extensão é uma grande contribuição para a gestão de resíduos e possibilitará a compra de uma máquina que triturará todo o material descartado pela construção civil. “A máquina vai triturar resíduos de concreto, argamassa, tijolos e telhas cerâmicas. Após esse processo, o material poderá ser utilizado para a realização de concreto com agregados reciclados, dispensando o uso de areia e de pedras de fontes naturais”.

Os benefícios para a sociedade são ambientais, econômicos e culturais. Haverá diminuição na geração de resíduos, do transporte e do volume, além de diminuição do consumo de matérias primas não renováveis de que a construção civil se utiliza quando se trata de concretos.

Na esfera econômica, a utilização dos resíduos além de possibilitar a redução dos custos de transporte e acondicionamento, possibilita a redução do valor final do concreto, que é o material de construção mais tradicional no Brasil”. “Podemos aprender novas formas de pensar e agir diante das necessidades da construção civil e dos assentamentos humanos, fazendo diferente e melhor”, conclui.

A proposta do projeto já foi aprovada pela Câmara Municipal de Presidente Prudente e está aguardando a assinatura do Prefeito.

Centro Local de Apoio à Extensão (CLAE) – O CLAE é um centro de excelência, articulado com o Ensino, Pesquisa e Extensão, com estrutura pública de qualidade, que vai ao encontro das demandas atuais da sociedade como um todo e, principalmente, da população de Presidente Prudente e região. Espera-se que seja, em curto prazo, uma referência regional e estadual em assuntos estratégicos a Projetos de Extensão, visando transformar o conhecimento acadêmico em serviço da comunidade, divulgando e adaptando a terminologia técnica ao dia a dia do cidadão.

Coprocessamento: ao invés de aterros, “lixo Industrial” vira combustivel para fabricação do cimento

Fonte: Portal Fator Brasil | Publicação: 25/06/16

De acordo com o diretor de Tecnologia da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Yushiro Kihara, em 2015, a indústria de cimento do Brasil destruiu (coprocessou) cerca de 1,5 milhão de toneladas de resíduos, representando uma substituição de 13,4% da matriz de combustíveis do setor. Contudo, a indústria cimenteira brasileira possui um potencial de destruição de resíduos de aproximadamente 2,5 milhões de toneladas.

A indústria do cimento do Brasil também coprocessou mais de 350 mil toneladas de pneus. Esse número equivale à cerca de 60.270 mil pneus automotivos inservíveis destruídos. Se enfileirados essa quantidade de pneus daria para dar uma volta ao mundo com folga.

O coprocessamento é a tecnologia em que o mesmo forno que é usado para fazer cimento é também utilizado para destruir resíduos e material inservível. Neste processo, os resíduos industriais e os pneus são usados como combustíveis da chama dos fornos e também substituto de matéria prima (componentes do calcário e da argila).

Esse processo é totalmente controlado por agências ambientais e não altera a qualidade do cimento. Ao contrário, é uma tecnologia consagrada mundialmente e uma das responsáveis para que a indústria cimenteira brasileira seja considerada hoje uma das mais ecoeficiente do mundo, de acordo com o WBCSD – CSI. Essa é uma alternativa significativa para a destruição segura de resíduos causadores de passivos ambientai e doenças. O coprocessamento também contribui para mitigação das emissões de CO2.

Este foi um dos temas abordados durante o 7º Congresso Brasileiro do Cimento, que aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de junho, em São Paulo.

Fábrica de automóveis em São Bernardo reduz a zero os resíduos destinados a aterro sanitário

Fonte: Portal Fator Brasil | Publicação: 24/08/16

A Ford, em sua unidade fabril de São Bernardo do Campo, atingiu mais uma importante meta ambiental: eliminou totalmente o envio de resíduos para o aterro sanitário na região. Com esse novo marco no ABC paulista, a empresa completa mais uma etapa de seu plano de sustentabilidade no Brasil: a fábrica de Taubaté, no Vale do Paraíba, já havia atingido o nível zero de resíduos descartados no início deste ano e a fábrica de motores de Camaçari, na Bahia, já foi concebida dentro deste conceito ambiental.

Esse desafio vencido nas fábricas de automóveis, caminhões, motores e transmissões faz parte do plano global da Ford Motor Company visando a se tornar um modelo de práticas sustentáveis. Esse resultado vem de diversas ações que vão de iniciativas em várias áreas da operação até campanhas de conscientização. Em São Bernardo, a conquista foi celebrada com uma placa comemorativa descerrada pelo diretor de Operações da Ford América do Sul, Félix Guillen.

“Foi um árduo trabalho de educação e de envolvimento de toda a fábrica, incluindo os empregados das áreas de produção e administrativas. Este marco representa muito para a Ford e mais que isso, é uma conquista do planeta”, disse Félix Guillen.

A mais tradicional fábrica da Ford, onde são produzidos o New Fiesta e as linhas de caminhões da Série F e Cargo, zerou o envio de resíduos para aterro em junho último. Como comparação, a cidade de São Bernardo do Campo envia diariamente cerca de 700 toneladas de resíduos domiciliares para aterro. No Brasil, cada pessoa produz em média, cerca de 1 kg de lixo por dia.

Ações em São Bernardo — Desde ações como campanhas de conscientização dos empregados à melhoria de processos de fabricação a triagem de resíduos, a fábrica passou por uma verdadeira revolução de aprimoramentos e atitudes. Foi implementada continuamente a coleta seletiva na unidade, com segregação dos resíduos e destinação ambientalmente correta de cada um.

Atualmente, cada resíduo gerado na fábrica passa por um tratamento diferente, conforme as suas características, como por exemplo: .Folhas secas e restos de jardinagem são separados de resíduos de varrição e usados no processo compostagem, que gera em média 4 toneladas/mês. Resíduos gerados nos restaurantes, como cascas de ovos, frutas e restos de frutas ácidas, têm o mesmo destino.

  • A sílica (saquinhos de mineral), que serve como proteção na embalagem de peças e equipamentos mais sofisticados, é misturada na argamassa usada em obras civis na fábrica. Segundo as análises, o material ajuda a eliminar a umidade e já foram aproveitadas cerca de 7 toneladas dessa forma.
  • Os pallets de madeira são encaminhados para reaproveitamento, com um volume médio mensal de 2 toneladas. As madeiras chamadas inservíveis são transformadas em cavacos para queima em fornos de cerâmica, com volume médio mensal de 84 toneladas.
  • Papelão e isopor são encaminhados a empresas especializadas e transformados em cabides, molduras, porta-retratos ou rodapés. Essa reciclagem envolve mensalmente cerca de 70 toneladas de papelão e 150 quilos de isopor.
  • Latas de alumínio, garrafas PET e embalagens plásticas são separadas internamente e doadas a uma cooperativa de recicláveis de São Bernardo. Nos últimos quatro anos, quase 110 toneladas de copos plásticos foram enviadas para reciclagem. Ou seja, cerca de três toneladas por mês que são transformadas em vários produtos, como sacolas plásticas.

Ilhas de reciclagem —Em várias áreas da empresa, incluindo as administrativas, os empregados são incentivados a realizar a separação adequada de resíduos como papel, garrafas, copos plásticos e embalagens em geral. Foram criadas as chamadas “ilhas de reciclagem”, distribuídas pelos setores de produção e escritórios da organização.

“Um dos objetivos dessa iniciativa foi eliminar os cestos de lixo individuais, debaixo das mesas, que inviabilizam a segregação e reciclagem adequada dos diferentes resíduos. Outro fator positivo é a economia de sacos de lixo”, diz Edmir Mesz, supervisor de Sustentabilidade da Ford São Bernardo.

ITÁLIA APROVA LEI CONTRA DESPERDÍCIO DE COMIDA E ESPERA ECONOMIZAR 12 BILHÕES DE EUROS POR ANO

Fonte: Instituto Akatu
Autor: Equipe Akatu
Publicação: 05/08/16
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Um projeto de lei contra o desperdício alimentar foi aprovado no Senado italiano no dia 2 de agosto. O objetivo é poupar 1 milhão de toneladas de comida por ano. Isso significa uma economia de cerca de 12 bilhões de euros anualmente, ou seja, o equivalente a 1% do PIB do país. Cada italiano joga no lixo, em média, 76 quilos de alimentos por ano, segundo uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Cultivadores Diretos (Coldiretti) . “É um dado inaceitável”, ressalta o ministro da Agricultura, Maurizio Martina, em entrevista à agência Ansa.

Mas o que fazer com a comida que seria desperdiçada? O plano dos italianos é promover a doação desses alimentos para setores mais vulneráveis da população. Hoje a taxa de desemprego no país está em 20% e milhões de pessoas vivem na pobreza.

E quais alimentos poderiam ser doados? Há alguns pré-requisitos: os que mantiverem os padrões de segurança e higiene mas que por algum motivo não forem vendidos, os que tiverem com o prazo de validade para vencer, e aqueles que não foram colocados no comércio por erro no rótulo.

Restaurantes e supermercados que desejarem ceder seus excedentes à caridade devem apresentar uma declaração cinco dias antes. Também terão incentivos fiscais e descontos em impostos para doarem comida e remédios. Já os agricultores poderão dar o que não for vendido para instituições beneficentes, sem incorrer em custos adicionais.

O ministro explicou para a agência Ansa que o projeto se trata de uma herança da Exposição Universal de Milão, realizada em 2015, cujo tema foi “Alimentando o Planeta, energia para a Vida”.

A França também aprovou, recentemente, uma lei que proíbe o desperdício de alimentos, mas é mais severa do que a legislação italiana, pois prevê punições para os responsáveis. Os donos de estabelecimentos com mais de 400 m², por exemplo, são obrigados a assinar contratos de doação com instituições beneficentes, do contrário podem pagar multas em até 75 mil euros e ter uma pena de dois anos de prisão.

Esse problema não é só da Itália e da França. Segundos dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), cerca de um terço da comida produzida em todo o mundo é desperdiçada e este número sobe para os 40% no caso da Europa. Todos esses alimentos jogados fora poderiam alimentar cerca de 200 milhões de pessoas.

O desperdício de alimentos deve ser evitado ao máximo, já que a produção consome muitos recursos do ambiente. E a redução do desperdício deve ser buscada não somente no consumo final, mas também nas etapas de plantio, armazenagem, processamento e distribuição de alimentos. Cada consumidor pode fazer a sua parte, com pequenas mudanças em suas práticas cotidianas. Adotar como critérios para a compra não só o preço, mas também a qualidade, a origem, as informações sobre os impactos sociais e ambientais causados pela empresa fabricante, pode trazer grandes benefícios para sua saúde, para a sociedade e para o meio ambiente. E nunca jogar comida no lixo, mas procurar reaproveitar as sobras em outras receitas saudáveis ou doá-las.

Comlurb elogia Olimpíada ‘limpa’ e recolhe menos resíduo que no réveillon

Fonte: GI

Autor: Nícolas Satriano

Publicação: 16/08/16

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Desde o dia 3 de agosto, primeiro dia de operação da Comlurb para a Rio 16, até este domingo (14), foram 1.040 toneladas de resíduos recolhidos em instalações olímpicas, praias e live sites – espaços de convivência montados para os Jogos.

São, em média, 104 toneladas de lixo recolhidas por dia. Não é pouco, mas em comparação ao réveillon deste ano, por exemplo, os Jogos têm sido muito mais “limpos”, de acordo com a concessionária. A avaliação vale tanto na média de sujeira recolhida por dia quanto para o comportamento o público na hora do descarte.

A Comlurb constatou menos rejeitos espalhados pelos espaços, o que agiliza o trabalho de garis. Na virada de 2015 para 2016, a quantidade de lixo recolhido em Copacabana representou perto de 70% do que foi coletado durante os 12 primeiros dias de Jogos. No dia seguinte ao réveillon, foram aproximadamente 700 toneladas retiradas da orla e da areia do bairro da Zona Sul.

“A cidade tem estado mais limpa, sim. Mas não significa que a produção de lixo seja menor. Isso porque a população tem colaborado com a questão do descarte de lixo em contêineres, o que faz com que a nossa logística esteja funcionado bem”, afirmou o presidente da Comlurb, Luciano Moreira.

Para o gestor, há uma mudança de perfil do público que tem ido às áreas públicas. Moreira destaca como ponto positivo “a conscientização de cariocas e turistas”. Na avaliação dele, essa experiência positiva da Olimpíada também ocorreu também durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Em cinco dias de jornada, foram 345 toneladas recolhidas.

Multas a cariocas e turistas continuam
O descarte correto não significa, porém, que multas por jogar lixo no chão deixaram de ser aplicadas na cidade. De acordo com Moreira, até esta segunda-feira (15) pela manhã, 3,1 mil multas foram emitidas pelo programa Lixo Certo, que aplica sanções referentes ao descarte incorreto de pequenos resíduos. Das pessoas multadas, mais de 400 são estrangeiras.

Na avaliação da concessionária, o número de penalidades aplicadas é baixo se considerada a quantidade de visitantes em áreas de convivência e boulevards olímpicos. No ranking do lixo dos espaços olímpicos, líder na quantidade de resíduos recolhidos é o Parque Olímpico da Barra, principal centro de competições do Jogos.
Lá, foram 32,4 toneladas. Em seguida, vêm Vila do Atletas, com 21,5 t; Parque Olímpico de Deodoro, com 18,9 t; Orla Conde, na Zona Portuária, com 13,9 t; Cento IBC, com 8,2 t; Estádio Olímpico Engenhão, com 5,8 t; Complexo Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, com 3,5 t; e Parque de Madureira, na Zona Norte, com 2,6 t. No Maracanã, foram 900 quilos de lixo recolhidos.
Papelão e plástico lideram reciclagem

Criada pelo Governo do Rio em parceria com outras instituições, desde o início dos Jogos a plataforma Placar da Reciclagem registou reciclagem de mais mais de 56 toneladas de materiais coletados.
Mais da metade (50,3%) do foi recolhido até agora é papelão. Em seguida, vêm plástico (16,8%); rejeitos (15%); materiais recicláveis não comercializáveis (12,2%); e metal (5,6%).

De acordo com o site, com a ação de reciclagem já foi possível economizar quase quatro mil metros cúbicos de água (3.827), 1.166 árvores, 1 tonelada de carvão mineral, 227 megawattz de energia, cinco toneladas de minério de ferro e 179 barris de petróleo.

Correspondente americano chama a atenção para lixeiras sem divisão para lixo reciclável no Maracanã

Fonte: Extra

Publicação: 09/08/16

Um repórter americano chamou a atenção, nesta terça-feira, para as lixeiras do complexo do Maracanã e Maracanãzinho. Correspondente do Los Angeles Times, Vincent Bevins postou uma foto no Twitter, mostrando que as caixas não têm sacos separados, para embalagens recicláveis e para resíduos, conforme indicado na parte externa.

“Acabei de percebeer que os dois buracos dessas lixeiras da Rio2016 levam exatamente para o mesmo lugar”, escreveu no microblog. Logo em seguida, o jornalista acrescenta: “Eu olhei em volta de todo o complexo agora mesmo e todas as lixeiras são dessa forma: tudo indo para o mesmo saco plástico”.

Procurado, o Comitê Rio-2016 ainda não se manifestou sobre o assunto.