BH tem 32 unidades de recebimento de resíduos e materiais recicláveis

Locais recebem entulho, pneus e materiais de construção civil.Jogar lixo em bota-foras é ilegal e está sujeito a multas.

O descarte de restos de materiais usados em reformas é comumente feito em bota-foras espalhados por Belo Horizonte. No entanto, esta é uma prática ilegal, que prejudica o meio ambiente. Segundo a prefeitura da capital, existem 32 Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes (URPV), que recebem poda, pneus, madeira, móveis velhos e resíduos da construção civil. O serviço é gratuito.

Neste local, os itens são encaminhados para reaproveitamento. Se estiver limpo, o entulho pode ser enviado para as unidades de reciclagem. A madeira pode ser usada como fontes de energia e os pneus ganham destinação adequada.

Pessoas que forem flagradas jogando lixo em vias públicas ou lotes vagos são notificadas para corrigir a irregularidade, e estão sujeitas à multa de R$ 4.065,62. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 156.

Outras informações sobre o funcionamento das URPVs e as orientações sobre o descarte de óleo de cozinha e de peças de computadores estão disponíveis no portal da Prefeitura de Belo Horizonte.

Identificando os plásticos

A eficiência da reciclagem dos plásticos começa com sua separação, o que nem sempre é fácil.

TIPOS DE PLÁSTICOS

Os plásticos são divididos em duas categorias importantes: termoplásticos e termofixos. Os termofixos, que representam cerca de 20% do total consumido no país, são plásticos que uma vez moldados por um dos processos usuais de transformação, não podem mais sofrer novos ciclos de processamento, pois acabam não fundido, o que impede nova moldagem. O exemplo mais clássico é a “baquelite”.

Podem ainda ser citados alguns poliuretanos (PU) e poliacetato de etileno vinil (EVA) usados em solados de calçados; poliésteres como os utilizados na fabricação de telhas reforçadas com fibra de vidrio; fenólicas, utilizadas em revestimiento de móveis entre outros. Estes materiais, conquanto não possam mais ser moldados, ainda podem ser utilizados em outras aplicaçoes, tais como, cargas inertes após moagem, podendo ser incorporados em composições de outras peças, como asfalto.

Os termoplásticos, mais largamente utilizados, são materiais que podem ser reprocessados várias vezes pelo mesmo ou por outro processo de transformação. Quando submetidos ao aquecimento com temperaturas adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser novamente moldados. Como exemplos, podem ser citados, o polietileno de baixa densídade (PEBD); polietileno de alta densidade (PEAD); policloreto de vinila (PVC); poliestereno (PS); polipropileno (PP); polietilenotereftalato (PET); poliamidas (PA) e outros.

COMO CLASSIFICAR OS PLÁSTICOS
Pode-se identificar o tipo do material pelo código correspondente à resina utilizada ou as preponderantes quando de uma mistura, de acordo com sistema mostrado abaixo:

Transparente e inquebrável o PET é uma material extremamente leve.
Usado principalmente na fabricação de embalagens de bebidas carbonatadas (refrigerantes), além da Indústria alimentícia esta presente também nos setores hospitalar, cosméticos, têxteis, etc.
Material leve, inquebrável, rígido e com excelente resistência química.
Muito usado em embalagens de produtos para uso domiciliar tais como:
Detergentes, amaciantes, sacos e sacolas de supermercado, potes, utilidades domesticas, etc.
Seu uso em outros setores também é muito grande tais como:
Embalagens de óleo, bombonas para produtos químicos, tambores de tinta, peças técnicas, etc.
Material transparente, leve, resistente a temperatura, inquebrável.
Normalmente usado em embalagens para água mineral, óleos comestíveis, etc.
Além da indústria alimentícia é muito encontrado nos setores farmacêuticos em bolsas de soro, sangue, material hospitalar, etc.
Uma forte presença também no setor de construção civil, principalmente em tubos e esquadrias.
Material flexível, leve, transparente e impermeável.
Pelas suas qualidades é muito usado em embalagens flexíveis tais como:
Sacolas e saquinhos para supermercados, leites e iogurtes, sacaria industrial, sacos de lixo, mudas de plantas, plasticultura, embalagens têxteis, etc.
Material rígido, brilhante com capacidade de conservar o aroma e resistente às mudanças de temperatura.
Normalmente é encontrado em pecas técnicas, caixarias em geral, utilidades domesticas, fios e cabos , etc.
Potes e embalagens mais resistentes

Material impermeável, leve, transparente, rígido e brilhante.
Usado e potes para iogurtes, sorvetes, doces, pratos, tampas, aparelhos de barbear descartáveis, revestimento interno de geladeiras, etc.

Neste grupo estão classificados os outros tipos de plásticos.
Entre eles:
ABS/SAN, EVA, PA, etc.
Normalmente são encontrados em peças técnicas e de engenharia, soldados de calçados, material esportivo, corpos de computadores e telefones, CD’S, etc.

Também pode-se identificar o tipo do material pela densidade ou até mesmo pelo teste de chama do material. Todo material que possui uma densidade maior que 1 g/cm3 (densidade da água) flutua na água, o restante decanta. Quanto a chama e odor, apresentam as características abaixo:

Resina
Teste de Chama
Observação
Odor

Ponto de Fusão Amadurecimento

Densidade g/cm3
Polietileno de baixa densidade Chama Azul
Vértice amarelo
Pinga como vela Cheiro de vela 105 0,89
0,93
Polietileno de alta densidade Chama Azul
Vértice amarelo
Pinga como vela Cheiro de vela 130 0,94
0,98
Polipropileno Chama amarela, crepita ao queimar, fumaça fuliginosa Pinga como vela Cheiro Agressivo 165 0,85
0,92
ABS Chama amarela, crepita ao queimar, fumaça fuliginosa Amolece e pinga Monômero de estireno 230 1,04
1,06
SAN Tal qual PS e ABS, porém fumaça menos fuliginosa Amolece e Pinga Borracha queimada 175 1,04
1,06
Poliacetal Chama azul sem fumaça com centelha Amolece e borbulha Monômero de estireno 130 1,08
Acetato de celulose Chama amarela, centelhas queimando Cuidado ao cheirar Formaldeído 175 1,42
1,43
Acetato de butirato de celulose Chama azul faiscando Ácido acético 230 1,25
1,35
PET Chama amarela, fumaça mas centelha Manteiga rançosa 180 1,15
1.25
Acetato de vinila Chama amarela esverdeada 255 1,38
1,41
PVC rígido Chama amarela, vértice verde Chama auto extinguível 127 1,34
1,37
PVC flexível Chama amarela, vértice verde Chama auto extinguível Cheiro de cloro 150 1,19
1,35
Policarbonato Decompõe-se, fumaça fuliginosa com brilho Chama auto extinguível Cheiro de cloro 150 1,19
1,35
Poliuretanos Bastante fumaça Acre 230 1,20
1,22
PTFE Deforma-se Chama auto extinguível 205
327
1,21
2,14
2,17
Nylon-6 Chama azul, vértice amarelo, centelhas, difíceis de queimar Formam bolas na ponta 215 1,12
1,16
Nylon-66 Chama azul, vértice amarelo, centelhas, difíceis de queimar Formam bolas na ponta Pena e cabelo queimado 260 1,12
1,16
Nylon – 6,10 Chama azul, vértice amarelo, centelhas, difíceis de queimar Formam bolas na ponta Pena e cabelo queimado 215 1,09
Nylon – 11 Chama azul, vértice amarelo, centelhas, difíceis de queimar Formam bolas na ponta Pena e cabelo queimado 180 1,04
Poli (metacrilato de metila) Queima lentamente, mantendo a chama, chama amarela em cima, azul em baixo. Amolece e quase não apresenta carbonização Não pinga Cheiro de alho ou resina de dentista 160 1,16
1,20

fonte: Gold Press – www.goldpress.com.br

 

Fonte artigo: http://www.setorreciclagem.com.br/reciclagem-de-plastico/identificando-os-plasticos#.UxXbzvldXPx

Aterro de BH vira central de energia

Aterro de BHO segundo maior emissor de gás de efeito estufa em Belo Horizonte foi eliminado. O antigo aterro sanitário da BR-040 ganhou uma central de aproveitamento energético do biogás, que vai processar e queimar o gás metano  produzido a partir da decomposição do lixo .

A central vai gerar ainda energia elétrica, que vai ser comprada pela Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig) e distribuída em sua rede.

A Central de Tratamento de Resíduos Sólidos (BR-040, km 513, Bairro Jardim Filadélfia) acumulou 25 milhões de toneladas de resíduos em 30 anos e era responsável por 20% da emissão de gás de efeito estufa na capital, atrás apenas dos automóveis, responsáveis por 30% da emissão. Com a usina de biogás, o aterro vai deixar de lançar 400 mil toneladas de CO2 ao ano na atmosfera, ou 4 milhões de toneladas em 10 anos, informa Rogério Siqueira, diretor operacional da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).

O biogás, explica Siqueira, vai ser usado como combustível para fazer funcionar três motores capazes de gerar energia elétrica, totalizando 4,2 megawatts de potência, o suficiente para abastecer até 20 mil casas de consumo inferior a 100 kilowatts/hora por mês. A energia vai ser vendida para a Cemig por R$ 180 o  megawatt/hora. A Prefeitura de Belo Horizonte vai receber 6% do valor da energia comercializada com a Cemig.

“Ao mesmo tempo em que protegemos o meio ambiente, geramos riqueza com a produção da energia elétrica de forma sustentável”, disse o prefeito Marcio Lacerda. Já o presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, destacou a possibilidade que se abre para o setor energético com “a proposta de aproveitar os resíduos que geramos em vez de descartá-los na natureza”.

Desativado desde 2007, o antigo aterro recebia cerca de 4 mil toneladas de resíduos por dia. Os 25 milhões de toneladas aterradas fermentam e produzem o biogás, mistura gasosa composta por cerca de 50% de metano. Esse gás, além de ser altamente inflamável, é prejudicial para o meio ambiente, pois seu impacto sobre o efeito estufa é 21 vezes superior ao causado pelo gás carbônico.

Aproveitamento 

A planta da Central de Aproveitamento Energético do Biogás foi projetada e construída pelo consórcio italiano Horizonte Asja. A usina é pioneira em Minas Gerais e a quarta a ser instalada no país. O consórcio tem concessão para explorar o local durante 15 anos e já pagou à prefeitura, em 2008, R$ 16 milhões, referentes ao contrato de concessão para a exploração do biogás.

Entre os benefícios da Central de Aproveitamento estão a geração de energia elétrica, melhoria de condições ambientais, redução de mau cheiro nos bairros vizinhos, minimização de risco de incêndio, redução das emissões responsáveis pelo efeito estufa, redução dos efluentes atmosféricos, aumento da estabilidade do aterro, transferência de tecnologia, geração de empregos e capacitação profissional.

Crianças das favelas de recife continuam nadando no lixo

Recife é conhecida internacionalmente por suas pontes majestosas, entretanto, em novembro, uma foto de jornal destacou um dos aspectos mais feios da metrópole. Publicada no Jornal do Comercio, a imagem mostrava um garoto de nove anos chamado Paulo Henrique nadando num canal cheio de lixo abaixo de uma dessas famosas pontes, pegando latinhas na água imunda para revender.

O governo brasileiro estima que cerca de 6.500 crianças moram em favelas nos bairros Arruda e Campina Barreto, na parte norte de Recife. Muitas delas, como o Paulo, contam com o lixo para ganhar a vida, mas foi só depois que a imagem apareceu na imprensa que o governo local e autoridades internacionais tomaram conhecimento da situação. Em resposta à foto e à matéria que a acompanhava, o governo prometeu prestar assistência social a Paulo, sua mãe e seus cinco irmãos.

Infelizmente, a publicidade não rendeu mais dinheiro ou serviços para as outras crianças da favela.

“Tentamos mantê-los ocupados, dar educação e comida, mas com o dinheiro que conseguimos, só podemos ajudar 120 crianças [de cada vez]”, disse Anatilde Costa, servidora social do Lar da Divina Providência, uma ONG local que fornece comida, roupas e educação para as crianças. “Muitas outras vivem numa situação muito difícil… Como se fossem animais.” A organização recebe uma pequena quantia do governo federal, mas subsiste principalmente de doações.

Larissa Silva, um menina de 10 anos que tem 80% do corpo coberto por micoses, vive a alguns quilômetros da sede do Divina Providência. Quando a encontrei no barraco de papelão onde ela vive com a família, ela me perguntou: “Você acha eu que gosto de morar aqui?” Eu disse que não, e ela respondeu: “Mas eu gosto, é a única vida que conheço”.

Fabiana, a mãe de Larissa, me disse: “Passamos dois meses catando todo tipo de alumínio e depois vendemos para uma firma que paga 130 reais por isso. Crio meus três filhos assim”.

Quando ia embora da favela, cruzei com Jeferson, o irmão de Larissa. Ele me disse que queria que chovesse logo, assim ele podia tomar banho e brincar no canal de lixo cheio.

Menos de 1% do total diário de lixo produzido em BH é destinado à reciclagem

 

Cooperativas reclamam que caminhões compactadores usados para o lixo comum estão sendo aplicados na coleta seletiva

No momento em que ensaia aumentar a coleta seletiva, Belo Horizonte dá um passo atrás no serviço prestado nos 30 bairros da capital. De um lado a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) divulga resultado de edital para contratar consultoria para melhorar a reciclagem e anuncia expansão para mais seis áreas; do outro, cooperativas que recebem o material da SLU queixam que, há 15 dias, caminhões compactadores usados para o lixo comum estão sendo aplicados na coleta seletiva. O resultado é perda de pelo menos um terço do material recolhido, que já não é muito. Menos de 1% do total diário de 3,5 mil toneladas (30 t) de resíduos produzidos em BH são destinados à reciclagem.
“O uso dos caminhões compactadores em vez do baú é um retrocesso. Os materiais chegam misturados até com lixo comum e isso compromete o resíduo todo”, afirma a presidente da Cooperativa Central Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol), Neli Medeiros. Ontem, representantes das cooperativas foram à reunião na SLU para tratar do problema. Segundo Neli, isso de deveu à troca da empresa de coleta. “Vemos que não foram capacitados para esse serviço. Eles põem no caminhão tudo que veem na rua. Estamos com o comprometimento de 30% dos recicláveis, que acabam indo para o aterro sanitário”, afirma Neli.
Integrante da Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região, Elis Regina Silvério Pinho, de 42 anos, 10 dedicados à reciclagem, está preocupada com a situação. “O vidro vem todo quebrado, o material todo fedorento. As comidas, óleos e líquidos que as pessoas deixam no recicláveis amassam e sujam o resto todo. Estamos nos machucando com esses cacos. O trabalho não rende e o galpão está com um cheiro horrível. Várias pessoas já ficaram doentes”, conta.
A ansiedade toma conta dos trabalhadores. “Nossa bolsa reciclagem depende do peso do material que fazemos a triagem”, comenta Elis Regina, que suspeita que a troca foi feita para diminuir o custo do serviço. “Com os compactadores, eles só fazem uma viagem, enquanto que com o caminhão-baú são três”, diz. A chefe do Departamento de Planejamento da SLU, Izabel de Andrade, confirma o uso dos compactadores, mas não dá detalhes da motivação da troca. “O grau de compactação desses caminhões é diminuído para a coleta seletiva. Fizemos um monitoramento na semana passada e não detectamos nada de diferente em relação ao que é feito com o caminhão-baú”, afirma.
EXPANSÃO Em meio à confusão, a SLU publicou no fim de semana resultado do edital para contratar consultoria para estudar formas de melhorar a coleta seletiva, no valor de R$ 258 mil. “Esse estudo vai fazer um diagnóstico de todo o sistema e apresentar uma proposta para otimizar o serviço”, explica Izabel de Andrade. Em março, a SLU prevê também a ampliação do serviço para mais seis áreas, com a publicação de novo contrato de operação do serviço. Na Região Oeste, serão incluídas parte dos bairros Alto Barroca, do Barroca, Grajaú e Betânia. No Barreiro, integrarão o sistema o Bairro Cinquentenário e parte do Bairro das Indústrias. “Para aumentar a coleta, temos também que estudar o desejo das pessoas em aderir”, afirma Izabel.
Fonte: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis-IBAMA – 14/01/2014
Endereço:http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/01/21/interna_gerais,489954/menos-de-1-do-total-diario-de-lixo-produzido-em-bh-e-destinado-a-reciclagem.shtml

Energia do Lixo: Conheça a primeira usina de incineração do lixo no Brasil

Localizada em antigo lixão de São Bernardo do Campo, a unidade custará R$ 600 milhões e será responsável pelo processamento de 90% do lixo da cidade

A usina termoelétrica ou, se preferir, Unidade de Recuperação de Energia (URE) faz parte de um projeto idealizado por uma parceria público-privada da prefeitura de São Bernardo do Campo. A URE será capaz de processar até 1 mil toneladas de lixo por dia, gerando 30 MW de energia elétrica – quantidade suficiente para abastecer uma cidade de 200 mil habitantes.

Usina de incineração do lixo Foto:arquiteturascontemporaneas

O local escolhido para a instalação da unidade é o antigo lixão do Alvarenga, desativado há 10 anos, com uma área total de 35 mil m². O valor total orçado para a concepção da usina é de R$ 600 milhões, montante que engloba a própria construção da unidade e a recuperação do terreno, com a captura dos gases e tratamento do chorume remanescentes da antiga finalidade do terreno. A expectativa é que a obra seja iniciada em janeiro e os primeiros testes de incineração do lixo comecem no meio de 2014.

São Bernardo tem um custo médio de R$ 280,00 o Megawatt-hora (MWh) de energia, com a produção da energia do lixo vinda da usina este valor cai para R$ 220,00. Outro benefício será a diminuição drástica na quantidade de resíduos destinados ao aterro de Lara, localizado em Mauá.

A URE vai contar com áreas de recepção de resíduos, armazenamento, fornos combustíveis, filtros, caldeiras, equipamentos de geração de energia, equipamentos de controle de poluição do ar, sistema de tratamento de águas residuais, chaminés, dispositivos e sistemas de controle das operações dos fornos e de registro e monitoramento das condições de operação.

Atualmente, São Bernardo do Campo produz 670 toneladas de lixo por dia, e a ideia é que a partir do terceiro ano de funcionamento a usina já receba 60% desse montante. Entre o quinto e sexto ano o percentual aumentará para 80% e, por fim, 90% no sétimo ano, com a unidade atingindo sua capacidade máxima.

Usina de incineração do lixo

Os resíduos que não serão processados na usina, fazem parte de outro elemento do projeto. A prefeitura estipulou uma meta para que até em 2017, 10% do lixo da cidade seja reciclado. Assim, antes dos resíduos serem encaminhados para a URE, eles serão selecionados e separados em seis centrais de triagem.

O projeto prevê uma parceria público-privada com uma concessão de 30 anos prorrogáveis, cujo valor total para contratação é de R$ 3,6 bilhões. A prefeitura ganha a oportunidade de deixar um grande legado no quesito do manejo de resíduos sólidos e a empresa privada poderá fazer um investimento com a certeza de retorno futuro.

Responsáveis por Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos poderão ser presos

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Em diversas cidades do Brasil vários prefeitos estão sofrendo uma pressão muito forte por parte do Ministério Público para que os mesmos finalmente façam seus planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. Em muitos desses casos as prefeituras e os próprios prefeitos foram condenados a pagar multas. Além disso, o Ministério Público lembra aos prefeitos que o não cumprimento das exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos pode também dar pena de detenção de até 3 anos. Essas mesmas penas se aplicam as empresas que também precisam elaborar seus devidos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

Para eliminar todas as dúvidas e entender o caso, o Portal Resíduos Sólidos fez um resumo retirado diretamente das leis envolvidas e mostra o caminho que leva até essas penalidades. Veja abaixo:

O Art. 52 da Política Nacional de Resíduos Sólidos diz o seguinte:
“A observância do disposto no caput do art. 23 e no § 2o do art. 39 desta Lei é considerada obrigação de relevante interesse ambiental para efeitos do art. 68 da Lei nº 9.605, de 1998, sem prejuízo da aplicação de outras sanções cabíveis nas esferas penal e administrativa.”

O Art. 23 da PNRS diz:
Os responsáveis por plano de gerenciamento de resíduos sólidos manterão atualizadas e disponíveis ao órgão municipal competente, ao órgão licenciador do Sisnama e a outras autoridades, informações completas sobre a implementação e a operacionalização do plano sob sua responsabilidade.

§ 1° Para a consecução do disposto no caput, sem prejuízo de outras exigências cabíveis por parte das autoridades, será implementado sistema declaratório com periodicidade, no mínimo, anual, na forma do regulamento.

§ 2° As informações referidas no caput serão repassadas pelos órgãos públicos ao Sinir, na forma do regulamento.

O § 2° do art. 39 da PNRS diz:

§ 2° Cabe às pessoas jurídicas referidas no art. 38:

I – manter registro atualizado e facilmente acessível de todos os procedimentos relacionados à implementação e à operacionalização do plano previsto no caput;
II – informar anualmente ao órgão competente do Sisnama e, se couber, do SNVS, sobre a quantidade, a natureza e a destinação temporária ou final dos resíduos sob sua responsabilidade;
III – adotar medidas destinadas a reduzir o volume e a periculosidade dos resíduos sob sua responsabilidade, bem como a aperfeiçoar seu gerenciamento;
IV – informar imediatamente aos órgãos competentes sobre a ocorrência de acidentes ou outros sinistros relacionados aos resíduos perigosos.

Obs: O Artigo 38 da PNRS faz referencia as pessoas jurídicas que operam com resíduos perigosos.

E finalmente, o art. 68 da Lei nº 9.605, de 1998 diz:

Art. 68. Deixar, aquele que tiver o dever legal ou contratual de fazê-lo, de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental:

Pena – detenção, de um a três anos, e multa.

Resumo:

Todos responsáveis por planos de gerenciamento de resíduos sólidos que não cumprirem suas obrigações conforme as leis citadas pagarão multa e poderão pegar de 1 a 3 anos de prisão.

 

Fonte: www.portalresiduossolidos.com

Belo Horizonte unindo o meio ambiente nacional

“Minas Gerais mais uma vez sai na frente e Belo Horizonte, que se destacada no cenário nacional por suas políticas de sustentabilidade recebeu todos os outros 26 secretários das capitais brasileiras para um momento histórico”. As declarações são do vice-prefeito e também Secretário Municipal do Meio Ambiente, Délio Malheiros (PV) ao comemorar a realização na capital mineira, nos dias 1º e 2/08, do penúltimo encontro dos secretários da área de todo Brasil antes da de criação do Fórum Nacional dos Secretários de Meio Ambiente (CB-27) que deve ser oficializada no próximo encontro, em Salvador (BA), no mês de outubro.

O encontro aconteceu na sede da PBH e foi aberto pelo Prefeito Márcio Lacerda (PSB) que agradeceu a presença de todos e destacou as mudanças pelas quais o país vem passando, quebrando uma série de paradigmas: “enquanto todos pensavam só na política e na economia, o movimento social que assistimos nos últimos dias balançou a acomodação de muita gente e criou a oportunidade de fazer uma série de mudanças que não se faziam por acomodação política. Estamos partindo para um processo que eu chamo de radicalização da democracia. Isto significa reunir a energia das pessoas de boa vontade para que o país avance. Estabelecer esta organicidade na ação secretarias de Meio Ambiente das capitais vai permitir um grande avanço na construção de ações em comuns. Por isto, vim aqui desejar boa sorte e reafirmar que Belo Horizonte estará sempre ao lado de todas as tentativas de avanço nas áreas de sustentabilidade e defesa do Meio Ambiente e das qualidade de vida do cidadão”, declarou Lacerda.

O Secretário Délio Malheiros explicou que este “Encontro Extraordinário”, aconteceu aqui, pelo ao fato de nossa Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), ter assumido a responsabilidade de elaborar, através da sua Gerência Jurídica, o estudo preliminar dos estatutos da entidade, elaborado pela Dra. Ana Vitória Wemke. Délio Malheiros complementou, “queremos não somente uma entidade lute pelo Meio Ambiente das capitais, mas que possa também participar de todo e qualquer debate o mundo envolvendo estas questões. Embora estejamos na vanguarda deste trabalho, precisamos discutir apresentar os nossos programas e apreender com as outras cidades uma série temas capitais como, por exemplo, a reutilização das águas pluviais, as questões lixo, da emissão de CO2, da camada de oxônio e arborização urbana. Temos que unir forças. É uma luta suprapartidária para termos cidades cada dia mais sustentáveis do ponto de vista ambiental. Esta luta não pertence a um ou a outro nível de governo, é a luta de todos pela preservação da vida”, reforçou o Secretário e vice-prefeito.

A exposição das iniciativas de Belo Horizonte na área ambiental foram iniciadas pela Secretária-Executiva do Comitê Municipal sobre Mudanças Climáticas (CMMCE), Anna Louzada. Segundo ela, “a criação do Comitê, em 1986, colocou BH à frente das ações ambientais. Temos hoje o Inventário de Gases de Efeito Estufa, já em sua 2º edição, que gerou o nosso (PREGEE) que deve reduzir as emissões destes gases em 20% ate 2030. Não temos lixões na capital e trabalhamos arduamente na redução dos resíduos sólidos”. Já o Gerente de Planejamento e Monitoramento da SMMA, Weber Coutinho, destacou o nosso programa de construção sustentável, com a criação do ‘Selo BH Sustentável’; a substituição de 18 mil lâmpadas de semáforos na cidade por lâmpadas LED, economizando 20% do consumo de energia e a nossa operação oxigênio, uma vez que já sabemos que 70% da emissão dos GEEs na capital de origina da queima de combustível no transporte, além do processo de recuperação da Lagoa da Pampulha, através do PROPAM. A Gerente de Recursos Hídricos da SMMA, Sônia Knauer, lembrou também a importância da concretização do projeto DRENURBS (parceria com o ICLEI) que beneficiou cerca de 75 mil moradores. O Secretário Adjunto de Meio Ambiente, Vasco Araujo, lembrou ainda a Estação de Monitoramento da Qualidade do Ar, que estamos iniciando e o projeto de aproveitamento do biogás do aterro sanitário da BR 040. “Não podemos esquecer também outros projetos essenciais como os de Mobilidade Urbanas, o BH Mais Verde, que está plantando mais 54 mil árvores e o Inventário das Árvores. Não sem motivos, continuamos sendo uma Cidade Jardim, com uma média de 18,22 m² de área verde por habitante”, concluiu Vasco Araujo.

Já Nelson Moreira Franco, Gerente de Mudanças Climáticas do Rio de Janeiro, e um dos primeiros a defender a criação deste Fórum, afirmou que este movimento vem para complementar as políticas públicas, tanto a nível federal quanto estaduais. Concordando com o prefeito Márcio Lacerda, Nelson reafirmou que os recentes movimentos populares nas ruas do país deixaram uma alerta para que nossos gestores e administradores tomem maior conhecimento dos problemas, inclusive na área ambiental: “O CB-27 será um instrumento para agregar e sensibilizar a população já que os problemas mais graves acontecem nos grandes centros, inclusive o aumento vertiginoso da destruição do Meio Ambiente. Temos que ser protagonistas nesta luta pela qualidade de vida. Não sem motivos, instituições de porte mundial como a Fundação Konrad Adenauer, o Word Resources Institute (WRI) e o ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade) estão presentes a este encontro e, assim como o Banco Mundial e o chamado C-40 (Cities Climate Group) serão nossos parceiros nesta iniciativa pioneira. Assim que tivermos a nossa regulamentação definitiva, este Fórum Nacional dos Secretários de Meio Ambiente vai proporcionar grandes ações e grandes vitórias em prol da qualidade de vida da população brasileira” encerrou Nelson Moreira Franco.

UMA AULA SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS

O primeiro dia do Encontro foi dedicado a uma visita Técnica ao Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos (CTRS) da PBH, situado na BR-040, no bairro Jardim Filadélfia.

Acompanhados pelo vice-prefeito Délio Malheiros (PV) cinco secretários das cidades de Porto Alegre, Maceió, Goiânia, Salvador e São Luís tiveram a oportunidade de conhecer as Estações de Transbordo e a de Reciclagem de Entulho, além das Unidade de Recebimento de Pneus (URP), Compostagem e de Educação Ambiental ali instaladas.

O objetivo da visita, explicou Délio: “mostramos como funciona o trabalho de monitoramento dos nossos resíduos, considerado uma referência nacional na área, e como acompanhamos o processo do lixo na Central”.

Com a Central, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) contribui para a redução das emissões responsáveis pelo efeito estufa, deixando de lançar na atmosfera cerca de quatro milhões de toneladas equivalentes de gás carbônico em 15 anos. “É fundamental manter as políticas de resíduos sólidos, as discussões e experiências na área do desenvolvimento sustentável ambiental”, defendeu o Secretário.

Fonte: portalpbh.pbh.gov.br

Brasil recebe maior feira de gestão de resíduos sólidos do mundo

Nos dois primeiros dias de outubro, a ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais realizará em parceria com i2i Events Group, pela primeira vez no Brasil, a RWM – Soluções em Gestão de Recursos e Resíduos, maior feira voltada para o setor de gestão de resíduos sólidos do mundo, no Transamérica Expo Center. 

Empresas do Brasil, Europa, Ásia e América do Norte participarão do encontro para apresentar tecnologias de recuperação energética – que valoriza o aproveitamento do biogás e a transformação da matéria orgânica – e equipamentos que auxiliam no processo de separação dos resíduos, contribuindo para o aumento da reciclagem de materiais. O objetivo é atender as particularidades do mercado brasileiro e da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A edição brasileira será um espelho da versão inglesa, que acontecerá entre os dias 10 e 12 de setembro.

Paralelamente, acontecerá o Fórum Brasileiro de Resíduos Sólidos que reunirá empresários, gestores públicos, profissionais, técnicos e acadêmicos para discutir o tema, conhecer tendências e trocar experiências sobre gestão de resíduos sólidos. A programação ainda não está definida.

No ano passado, a RWM foi realizada na cidade de Birmingham, na Inglaterra – onde a feira é acontece há 45 anos – e recebeu 13 mil de visitantes de 69 países diferentes. Durante os três dias de evento, foram mais de 100 palestras ministradas por especialistas do mundo inteiro.

SERVIÇO
RWM – Soluções em Gestão de Recursos e Resíduos
Data: 01 e 02/10
Local: Transamérica Expo Center – Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro, São Paulo/SP, 04757-020
Informações no site da ABRELPE.

Fonte: planetasustentavel.abril.com.br

Política Nacional de Resíduos Sólidos

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Com a sanção da PNRS, o país passa a ter um marco regulatório na área de Resíduos Sólidos. A lei faz a distinção entre resíduo (lixo que pode ser reaproveitado ou reciclado) e rejeito (o que não é passível de reaproveitamento), além de se referir a todo tipo de resíduo: doméstico, industrial, da construção civil, eletroeletrônico, lâmpadas de vapores mercuriais, agrosilvopastoril, da área de saúde e perigosos.

Resultante de ampla discussão com os órgãos de governo, instituições privadas, organizações não governamentais e sociedade civil, a PNRS reúne princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes para a gestão dos resíduos sólidos.

Objetivos

Os principais objetivos da nova lei são:

•A não-geração, redução, reutilização e tratamento de resíduos sólidos;
•Destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos;
•Diminuição do uso dos recursos naturais (água e energia, por exemplo) no processo de produção de novos produtos;
•Intensificação de ações de educação ambiental;
•Aumento da reciclagem no país;
•Promoção da inclusão social;
•Geração de emprego e renda para catadores de materiais recicláveis.
Propostas

A PNRS institui o princípio de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, o que abrange fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

Um dos pontos fundamentais da nova lei é a chamada logística reversa, que se constitui em um conjunto de ações para facilitar o retorno dos resíduos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos. De acordo com as novas regras, os envolvidos na cadeia de comercialização dos produtos, desde a indústria até as lojas, deverão estabelecer um consenso sobre as responsabilidades de cada parte.

As empresas terão até o final de 2011 para apresentar propostas de acordo – quem perder o prazo ficará sujeito à regulamentação federal. Atualmente, a logística reversa já funciona com pilhas, pneus e embalagens de agrotóxicos. Mas é pouco praticada pelo setor de eletroeletrônicos, que foi um dos que mais contestaram tal ponto do projeto.

A lei dos resíduos sólidos proíbe a existência de lixões e determina a criação de aterros para lixo sem possibilidade de reaproveitamento ou de decomposição (matéria orgânica). Nos aterros, que poderão ser formados até por consórcios de municípios, será proibido catar lixo, morar ou criar animais. As prefeituras poderão ter recursos para a criação de aterros, desde que aprovem nas câmaras de vereadores uma lei municipal criando um sistema de reciclagem dos resíduos.

 

 

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org/biblioteca/documentos/politica-nacional-de-residuos-solidos