BH comemora 20 anos de coleta seletiva

Há duas décadas, Belo Horizonte vem aprimorando seu sistema de coleta seletiva, com a participação de cooperativas e associações de catadores.

Em 1993, a Secretaria de Limpeza Urbana de Belo Horizonte implantou o Modelo de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da capital mineira, incorporando à gestão da limpeza urbana tanto itens técnico-operacionais quanto aspectos ligados aos hábitos e comportamentos da população, em conformidade com os princípios da Agenda 21. Nesse contexto, teve início o programa de coleta seletiva do município, tendo como premissa a inclusão socioeconômica dos catadores de papel.

 

Dez anos depois, esse trabalho ganhou novo impulso com a criação do Fórum Municipal Lixo e Cidadania que, desde então, busca colaborar com o poder público na proposição e implementação da Política Municipal de Resíduos Sólidos. O Fórum atua especialmente na articulação e organização das associações e cooperativas locais no sentido de torná-las empreendimentos participantes da gestão e manejo dos materiais recicláveis. Além de integrantes das cooperativas e associações de recicladores, reúnem-se mensalmente nesse Fórum carroceiros, técnicos do poder público e representantes do terceiro setor. Entre suas realizações, estão a construção, reforma e ampliação de galpões e a realização de capacitações de catadores e outros trabalhadores que atuam nas cooperativas e associações.

“Atualmente, cerca de 15% da população – ou seja, aproximadamente 354 mil pessoas – é beneficiada pela coleta seletiva porta a porta, em trinta bairros. Há ainda 94 Locais de Entrega Voluntária (LEV), o que corresponde a 299 contêineres, em toda a cidade que deverão, em breve, ser revistos, ampliados e modernizados, de acordo com um projeto em elaboração pela prefeitura”, enumera Aurora Pederzoli, chefe do Departamento de Programas Especiais da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) da prefeitura de Belo Horizonte.

Contrapartidas claras

“A fim de preservar o trabalho dos catadores e, consequentemente, seu meio de vida, os materiais recicláveis coletados pela SLU são repassados às sete associações e cooperativas que integram o Fórum Municipal Lixo e Cidadania de Belo Horizonte. Fica a cargo delas segregar, armazenar, enfardar e comercializar os materiais. Os recursos provenientes dessas atividades são distribuídos entre os associados e cooperados, conforme os critérios definidos no Regimento Interno das entidades.” O sistema beneficia, hoje, cerca de 400 catadores e suas famílias.

A SLU também contribui com a viabilização dos galpões das cooperativas e associações, com a compra de equipamentos para o processamento dos recicláveis e com alguns custeios mensais por meio de convênios, nos quais são estabelecidas as contrapartidas esperadas das entidades. Entre esses retornos, estão a prestação de contas referentes à quantidade de materiais recebidos (da SLU e outros doadores) e efetivamente encaminhados para reciclagem, a relação do número de beneficiários da coleta seletiva e respectiva média de retirada mensal, a comprovação da manutenção das boas condições de uso, higiene e conservação dos galpões e o cumprimento das normas referentes à segurança do trabalho e prevenção contra incêndios.

Segundo Aurora, ainda são muitos os desafios para aprimorar a eficiência do sistema:
“custos elevados da coleta seletiva, aumento da produtividade das cooperativas e associações e mercado
reduzido para os recicláveis”. Para ela, porém, a grande vantagem desse modelo é a “efetiva incorporação das associações e cooperativas de catadores, que, além de prestarem um relevante serviço à cidade e ao meio ambiente, promovem a inserção social de pessoas em condições de vulnerabilidade”.

Fonte: http://portalpbh.pbh.gov.br

Como implantar a coleta seletiva

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A coleta seletiva é mais simples do que se imagine e traz muitos resultados positivos

A coleta seletiva pode resolver parte dos problemas relacionados aos resíduos sólidos, apresentando benefícios ambientais, sociais e econômicos para o Brasil. Apesar disso, segundo a associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), apenas cerca de 8% das cidades brasileiras realizam coletas seletivas.

Mas a mobilização em prol da causa pode ser bem maior. É mais simples do que se imagina e traz muitos resultados positivos, basta seguir alguns procedimentos. Conheça-os:

1. Preparar e mobilizar o condomínio para a coleta: seja empresarial ou residencial

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Uma comissão deve ser escolhida para coordenar as ações em um condomínio.
Foto: Fora do Eixo

É importante o decreto de uma comissão responsável pelas atividades. Essas pessoas deverão ficar responsáveis por tomar decisões, tais como:

  • Como a separação dos resíduos será feita? Uma boa opção é a distribuição de sacos com cores diferentes para materiais recicláveis. A decisão evita confusões na hora de retirar o material;
  • Os funcionários do condomínio irão retirar o material reciclado dos apartamentos/estabelecimentos ou haverá uma lixeira grande, separada por tipo de resíduo? Neste caso, o custo para a compra do recipiente deve ser levado em consideração;
  • Onde o lixo reciclável vai ser acondicionado até ser coletado e quem irá retirar a coleta seletiva do condomínio? Seja a própria prefeitura, uma ONG, cooperativas ou catadores, o importante é que haja compromisso na coleta dos recicláveis.

2. Conscientização dos condôminos

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Cartazes educativos e de incentivo à coleta seletiva devem ser mantidos por, pelo menos, três meses
Foto: Divulgação EcoD

Após tomar as primeiras decisões, sensibilizar toda população local é o mais importante. Palestras, reuniões e cartazes devem fazer parte da ação. Cartazes educativos e de incentivo à coleta seletiva devem ser mantidos por, pelo menos, três meses. 

3. Orientação para que a coleta seja correta

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Camapnhas frequentes são importante
Foto: Divulgação EcoD

Campanhas internas frequentes também podem ser um boa pedida. Os condôminos devem ser orientados acerca de como realizar a coleta seletiva de forma certa, reconhecendo a destinação de cada material, de recicláveis a orgânicos.

4. Destinação que será dada ao material reciclado

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Opte por trabalhar com uma cooperativa que apresente CNPJ
Foto: Maria Guadalupe

Saber a destinação que será dada ao material reciclado é fundamental. É bom procurar saber se, em sua cidade, a prefeitura não oferece algum tipo de coleta seletiva. Caso não, procure uma cooperativa ou uma ONG. O ideal é que os resíduos sejam recolhidos de uma a duas vezes por semana, dependendo do tamanho do condomínio. Escolha trabalhar com uma cooperativa que apresente CNPJ.

Fonte:http://www.ecodesenvolvimento.org/dicas-e-guias/guias/2013/fevereiro/guia-como-implantar-coleta-seletiva?tag=rrr

 

Sistema Campo Limpo destina mais de 17 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas no país.

O Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas), formado por agricultores, fabricantes – estes representados pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) -, canais de distribuição e com apoio do poder público, encaminhou para o destino ambientalmente correto, entre janeiro e maio, 17.250 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos em todo o país. A quantidade representa um crescimento de 4% em relação ao mesmo período de 2012.

Os crescentes resultados demonstram que as responsabilidades compartilhadas entre os elos do Sistema Campo Limpo são conhecidas e já foram incorporadas à rotina da grande maioria dos envolvidos na logística reversa do material. De acordo com o levantamento do instituto, os estados que mais encaminharam para a destinação final foram: Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, que juntos correspondem a 70% do total retirado do campo no Brasil. O Rio Grande do Norte, Piauí e Rondônia obtiveram os maiores crescimentos percentuais no período analisado.
Apesar de o Mato Grosso ter sido estado que mais retirou embalagens do campo, 4.216 toneladas, questões logísticas dificultaram o envio para a destinação final, resultando em aumento de estoque temporário de embalagens vazias de defensivos agrícolas nas centrais mato-grossenses.
Segundo João Cesar Rando, diretor presidente do inpEV, a expressividade dos índices, bem como a forte integração dos elos da cadeia, colocam o sistema de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas como um exemplo de sucesso na gestão de resíduos sólidos. “Pioneiro, esse setor retirou do meio ambiente mais de 250 mil toneladas do material em pouco mais de dez anos de operação”, destaca Rando.
Por: inpEV
Fonte: Ambiente Brasil – 18/06/2013
Endereço:http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2013/06/18/95417-sistema-campo-limpo-destina-mais-de-17-mil-toneladas-de-embalagens-vazias-de-defensivos-agricolas-no-pais.html

Noruega importa lixo para produzir energia.

Energia gerada com lixo em usina de Oslo aquece metade da cidade

Oslo é uma cidade que importa lixo. Parte vem da Inglaterra, parte vem da Irlanda e parte vem da vizinha Suécia. Ela inclusive tem planos para o mercado americano.

“Eu gostaria de receber alguma coisa dos Estados Unidos”, disse Pal Mikkelsen em seu escritório, numa enorme usina na periferia da cidade, onde o lixo é transformado em calor e em eletricidade. “O transporte marítimo é barato.”
Oslo, onde metade da cidade e a maioria das escolas são aquecidas pela queima do lixo – lixo doméstico, resíduos industriais e até resíduos tóxicos e perigosos de hospitais e apreensões de drogas-, tem um problema: o lixo para queimar se esgotou.
O problema não é exclusivo de Oslo. Em toda a Europa setentrional, onde a prática de queimar lixo para gerar calor e eletricidade disparou nas últimas décadas, a demanda por lixo é muito superior à oferta.
A meticulosa população do norte europeu produz apenas cerca de 136 milhões de toneladas de resíduos por ano, muito pouco para abastecer usinas incineradoras capazes de consumir mais de 635 milhões de toneladas.
“Mas os suecos continuam a construir [mais usinas], assim como a Áustria e a Alemanha”, disse Mikkelsen, 50, engenheiro mecânico que há um ano é o diretor-gerente da agência municipal encarregada da transformação de resíduos em energia.
De navio e de caminhão, incontáveis toneladas de lixo viajam de regiões onde há excesso de resíduos para outras que têm capacidade para queimá-las e transformá-las em energia. A maioria das pessoas no país aprova a ideia.
Os ingleses também gostam. A empresa de Yorkshire que lida com a coleta de lixo no norte da Inglaterra atualmente embarca até 907 toneladas de lixo por mês para os países do norte da Europa, incluindo a Noruega, de acordo com Donna Cox, assessora de imprensa da prefeitura de Leeds. Um imposto britânico sobre os aterros sanitários faz com que seja mais barato enviar o lixo para lugares como Oslo.
Para alguns, pode parecer bizarro que Oslo recorra à importação de lixo para produzir energia. A Noruega está entre os dez maiores exportadores mundiais de petróleo e gás e tem abundantes reservas de carvão e uma rede de mais de 1.100 usinas hidrelétricas em suas montanhas, ricas em água.
Mikkelsen, no entanto, disse que a queima do lixo é “um jogo de energia renovável para reduzir o uso de combustíveis fósseis”.
Já Lars Haltbrekken, presidente da mais antiga entidade ambientalista da Noruega, afirmou que, do ponto de vista ambiental, a tendência de transformar resíduos em energia constitui um grande problema, por gerar pressão pela produção de mais lixo.
Numa hierarquia de objetivos ambientais, disse Haltbrekken, a redução da produção de resíduos deveria estar em primeiro lugar, ao passo que a geração de energia a partir do lixo deveria estar no final. “O problema é que a nossa prioridade mais baixa conflita com a mais alta”, disse ele.
Em Oslo, as famílias separam seu lixo, colocando os restos de comida em sacos plásticos verdes, os plásticos em sacos azuis e os vidros em outro lugar. Os sacos são distribuídos gratuitamente em mercearias e outras lojas.
Mikkelsen comanda duas usinas. A maior delas usa sensores computadorizados para separar os sacos de lixo codificados por cor.
A separação do lixo orgânico, incluindo os restos de comida, passou a permitir que Oslo produza biogás, o qual já abastece alguns ônibus no centro da cidade.
Outras áreas da Europa estão produzindo grande quantidade de lixo, incluindo o sul da Itália, onde lugares como Nápoles pagaram a cidades da Alemanha e da Holanda para que aceitem seus resíduos, ajudando a neutralizar uma crise napolitana na coleta do lixo. No entanto, embora Oslo tenha cogitado receber o lixo italiano, a cidade preferiu continuar com o inglês, considerado mais limpo e seguro. “É uma questão delicada”, diz Mikkelsen.
Por: NEW YORK TIMES
Fonte: Folha de São Paulo – 14/06/2013

Quase 24 milhões de lixo são jogados em lugar errado

 

 Caminhões da Prefeitura de Ibirité descarregando lixo no lixão próximo ao Parque Estadual da Serra do Rola Moça, em Minas Gerais. Foto: Fabiane Niemeyer.

O tempo é curto para que os 3 mil municípios brasileiros que destinam seus resíduos em locais inadequados se adequem a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A conclusão faz parte da 10ª edição do Panorama dos Resíduos Sólidos, lançado nesta terça-feira (28) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza e Resíduos Especiais (Abrelpe).

A maioria desses 3 mil municípios tem área urbana pequena, com menos de 10 mil habitantes e dificuldades para se adequar a nova lei, que entra em vigor em agosto de 2014.

“A carência de recursos aplicados ao setor, cerca de R$ 11,00 por habitante por mês para fazer frente a todos os serviços de limpeza urbana de um município (coleta, transporte, transferência, destinação, varrição de vias etc), torna o problema ainda mais grave e demanda uma conjunção de esforços para garantir efetividade à Lei 12.305/2010, já que as mudanças demandadas requerem investimentos concretos e os avanços não vão acontecer sem sustentabilidade econômica”, afirma o documento.

De acordo com o estudo, em 2012, das 64 milhões de toneladas de resíduos gerados no ano passado, 23, 7 milhões de toneladas foram destinados aos lixões; 6,2 milhões sequer foram coletadas.

“Ainda temos um cenário de 42% de destinação inadequada. Nos últimos 10 anos, estamos crescendo numa linha de 2% ao ano, em média. Aumento de 2% ao ano para 40% demoraria 20 anos para todo resíduo ser destinado de maneira adequada, num ritmo atual de crescimento. Nós acreditamos que esse ritmo vai ser acelerado, já que agora nós temos uma política nacional, temos demanda, mas mesmo que essa agilização seja posta em prática, eu diria que o problema não vai se resolver de um ano para o outro”, explica Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe, em entrevista por telefone a ((o)) eco.

Avanços são tímidos

Em 10 anos, a geração de lixo no Brasil cresceu 21%. Para Carlos Silva Filho, os avanços em termos de legislação e nos números de coleta são lentos se comparada ao tamanho do desafio imposto pela lei de resíduos sólidos: “tivemos um avanço em termos de legislação, mas em termos de destinação adequada, de coleta seletiva, de reciclagem, nós continuamos bastante atrasados nos números nacionais” explica.

A geração de resíduos teve um pequeno salto de 1,3%, de 2011 para 2012, com a produção per capita saindo de 381,6 kg para 383 kg, em 2012. O aumento superou o crescimento populacional no período, de apenas 0,9%.

Os resíduos vindos de construção e demolição apresentaram um aumento de 5,3% em um ano. O número pode estar subestimado, já que o Panorama só contabiliza resíduos sob coordenação dos municípios, e não das empresas.

O Nordeste é a região que tem a maior quantidade de resíduos com destinação inadequada, um total de 38 mil toneladas por dias, que incluem 12 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia que não são coletados.

A coleta cresceu 1,9% de 2011 a 2012, uma cobertura de serviço superior a 90% no país. “Estamos com 90% de média/Brasil, falta 10% para atingir a universalização da coleta. Em 2000, a coleta atingia 80% da população. No ritmo de crescimento da cobertura do serviço, não vai demorar 10 anos para a universalização. Achamos que em 2016 já conseguimos atingir a meta”, analisou Carlos Silva Filho.

A destinação correta de resíduos sólidos se manteve inalterada entre 2011 e 2012, representando quase 32 milhões (58% do total) de toneladas de resíduo destinado em locais adequados.

Fonte: http://www.oeco.org.br/noticias/27225-quase-24-milhoes-de-lixo-sao-jogados-em-lugar-errado

Em um ano, família produz apenas um pote de lixo. Você conseguiria?

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365 dias e, apenas, um pote de lixo em casa. Você seria capaz de praticamente zerar sua produção de resíduos? Incentivada pela mãe Bea, a família Johnson, de classe média alta, encarou o desafio e não só conseguiu cumpri-lo, como recomenda que outras famílias façam o mesmo. Você se arriscaria?

Segundo Bea – que já lançou até um livro, o Zero Waste Home, para inspirar outras pessoas a reduzir drasticamente sua produção doméstica de lixo – o segredo é adotar a filosofia dos cinco Rsrecusar, reduzirreutilizarreciclar e compostar (rot, em inglês). Duvida? Há três anos, os Johnson vivem dessa maneira – e, pelo menos para eles, a tática funciona muito bem.

Entre outras atitudes, os alimentos da família são todos comprados a granel – e carregados em recipientes levados por eles mesmos ao mercado –, as contas são todas recebidas via e-mail para evitar o papel e os produtos de limpeza e higiene são feitos de forma caseira, dispensando embalagens descartáveis – Bea faz até sua própria maquiagem em casa, acredita?Reduzindo a produção de resíduos, reciclar, reutilizar e compostar fica muito mais fácil, garantem eles.

A aventura dos Johnson rumo ao Zero Waste (ou Desperdício Zero, em português) começou há dez anos: pai, mãe e dois filhos viviam, confortavelmente, em uma região nobre da Califórnia, carregando felizes para fora de casa os cerca de mil quilos de resíduos (!) que os americanos produzem, em média, todos os anos. Mas, apesar da vida de Barbie que levava, Bea não estava feliz. Sentindo-se aprisionada a uma vida artificial, ela propôs que a família mudasse para uma casa menor e foi aí que tudo começou.

Para se acomodar no novo lar, os Johnson tiveram que se desfazer de 80% dos seus pertences. No começo não foi fácil, mas quando aprendeu a se desapegar das coisas, a família achou incrível a sensação de se dedicar mais às pessoas e menos aos objetos e decidiu, então, embarcar no desafio Zero Waste Home, que recomeça a cada ano. E eles não pretendem parar tão cedo!

No início, o pai, Scott, não gostou muito da aventura, mas ele mudou de ideia quando fez as contas no papel e descobriu que a “brincadeira” tinha reduzido os gastos anuais da casa em 40%. E aí, animou?

Fonte: http://super.abril.com.br

 

A implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos

Até a última terça-feira (30) deste mês, está disponível para consulta pública o Anteprojeto de Lei da Política Estadual de Resíduos Sólidos. O documento traça diretrizes que devem orientar a elaboração do Plano Estadual e dos Planos Municipais de Resíduos Sólidos. O texto pode ser acessado no site do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam): Minuta de Lei – Política Estadual de Resíduos Sólidos. O próximo passo será encaminhá-lo à Procuradoria Geral Estado.

A sociedade tem papel fundamental na elaboração dos planos de resíduos sólidos, nos âmbitos estadual e municipal. Isso porque, a partir da leitura do anteprojeto, o internauta pode sugerir melhorias que, após análise, podem contribuir para a elaboração da política pública, que contempla desde o descarte adequado do lixo até a participação econômica e social de catadores nesse processo.

O anteprojeto orienta diversas ações. Algumas das metas são: recuperação de áreas contaminadas; racionalização dos recursos naturais; intensificação da educação ambiental; promoção da inclusão social através da valorização e incentivo as organizações de catadores de materiais recicláveis ou reutilizáveis; geração de emprego e renda; instituição de instrumentos econômicos de autossustentabilidade dos sistemas de gestão de resíduos sólidos; incentivos tributários e outros mecanismos indutores da indústria da reciclagem no Estado do Ceará.

O modelo tecnológico adotado pelo Conpam, conforme explica a coordenadora de Desenvolvimento Sustentável, Maria Dias, utiliza o diagnóstico político-socioeconômico-ambiental das microrregiões do Estado do Ceará arrumado em parâmetros como a população urbana, unidades regionais sedes de aterros sanitários consorciados, as malhas viárias, distâncias médias entre sedes municipais, a existência e criação de Unidades de Conservação, indicadores de saúde, relevo, hidrografia e microclimas.

Grupo de Trabalho

Grupo de Trabalho Interinstitucional de Saneamento Ambiental elaborou o Anteprojeto de Lei da Política Estadual de Resíduos Sólidos, cujo objetivo é traçar diretrizes gerais a serem obedecidas pelo respectivo Plano Estadual e pelos Planos Municipais de Resíduos Sólidos.

O Grupo de Trabalho, instituído por Portaria, é formado por 22 componentes de nove instituições, a saber: Conpam, Arce, Cidades, MPE/PGJ, Semace, Funasa, Sesa, Forum do Lixo e Cidadania e Câmara de Reciclagem, sob a coordenação do núcleo de Desenvolvimento Sustentável do Conpam.

Política de gestão de resíduos sólidos volta a ser discutida em Brasília

A necessidade de estabelecer critérios para a gestão dos resíduos sólidos em território nacional voltou a ser discutida durante esta semana em Brasília. Representantes do governo e da iniciativa privada, ao lado de moradores de mais de cinco mil municípios brasileiros se reuniram para discutir os gargalos que impedem a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no país.

Até agosto, as principais dificuldades e demandas do PNRS devem estar definidas, a fim de serem discutidas em cada estado brasileiro. No Paraná, a discussão sobre o a destinação correta dos resíduos sólidos já é assunto recorrente em diversos setores. Na capital, a Usina de Recicláveis Sólidos Paraná (Usipar) vem desenvolvendo um trabalho pioneiro junto às construtoras que atuam em toda região metropolitana.
A PNRS estabelece critérios para o descarte correto dos resíduos gerados em diversos setores da economia. A ideia é incentivar o consumo sustentável, reduzir os impactos ambientais e incentivar a geração de emprego e renda.
Dentro deste contexto, o trabalho desenvolvido pela Usipar já atende ao que preconiza o plano. A empresa, que emprega 30 colaboradores, é responsável pela separação e reciclagem dos resíduos da construção civil. Materiais como concreto, argamassa e cerâmica são recolhidos das obras e reaproveitados para a produção de rachão, pedrisco, brita e areia. Depois, todo material volta à comercialização, com um valor aproximadamente 25% mais barato. Atualmente, a Usina atende a demanda de 15% do mercado da região metropolitana de Curitiba.
Responsável pela produção de quase metade do lixo produzido no Brasil, o setor da Construção Civil é um dos que estão na berlinda quando se começa a traçar medidas para a redução de resíduos e uso sustentável dos recursos. “A reciclagem é o primeiro passo para fortalecer o setor da Construção Civil. É bom para a economia, porque desonera a produção e melhor ainda para o meio ambiente, já que reduzindo a extração, preservam-se as áreas. E com a destinação correta dos resíduos, diminui-se o impacto ambiental”, destaca o empresário Adonai Arruda.
Para se ter ideia da importância de uma política de gestão de resíduos sólidos, empresas ligadas a este setor são responsáveis pela criação de mais de dois milhões de empregos dentro da União Europeia. Com um crescimento em alta, elas geram uma economia de aproximadamente 145 bilhões de euros anualmente, segundo apontou a engenheira portuguesa Rosa Novaes, que participou do 4º Seminário Internacional de Engenharia em Saúde Pública, realizado durante esta semana pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Os resultados econômicos são bem significativos dentro de uma Europa em crise financeira. Os números representam 1% do PIB dos 27 países que formam o bloco. A expectativa é a de que o setor de tratamento e reciclagem dos resíduos sólidos continue em alta e chegue a render até 200 bilhões de euros anuais, contribuindo para a criação de cerca de 2,4 milhões de postos de trabalho no continente.
Fonte: http://www.segs.com.br/index.php