Coprocessamento: ao invés de aterros, “lixo Industrial” vira combustivel para fabricação do cimento

Fonte: Portal Fator Brasil | Publicação: 25/06/16

De acordo com o diretor de Tecnologia da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Yushiro Kihara, em 2015, a indústria de cimento do Brasil destruiu (coprocessou) cerca de 1,5 milhão de toneladas de resíduos, representando uma substituição de 13,4% da matriz de combustíveis do setor. Contudo, a indústria cimenteira brasileira possui um potencial de destruição de resíduos de aproximadamente 2,5 milhões de toneladas.

A indústria do cimento do Brasil também coprocessou mais de 350 mil toneladas de pneus. Esse número equivale à cerca de 60.270 mil pneus automotivos inservíveis destruídos. Se enfileirados essa quantidade de pneus daria para dar uma volta ao mundo com folga.

O coprocessamento é a tecnologia em que o mesmo forno que é usado para fazer cimento é também utilizado para destruir resíduos e material inservível. Neste processo, os resíduos industriais e os pneus são usados como combustíveis da chama dos fornos e também substituto de matéria prima (componentes do calcário e da argila).

Esse processo é totalmente controlado por agências ambientais e não altera a qualidade do cimento. Ao contrário, é uma tecnologia consagrada mundialmente e uma das responsáveis para que a indústria cimenteira brasileira seja considerada hoje uma das mais ecoeficiente do mundo, de acordo com o WBCSD – CSI. Essa é uma alternativa significativa para a destruição segura de resíduos causadores de passivos ambientai e doenças. O coprocessamento também contribui para mitigação das emissões de CO2.

Este foi um dos temas abordados durante o 7º Congresso Brasileiro do Cimento, que aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de junho, em São Paulo.

Comlurb elogia Olimpíada ‘limpa’ e recolhe menos resíduo que no réveillon

Fonte: GI

Autor: Nícolas Satriano

Publicação: 16/08/16

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Desde o dia 3 de agosto, primeiro dia de operação da Comlurb para a Rio 16, até este domingo (14), foram 1.040 toneladas de resíduos recolhidos em instalações olímpicas, praias e live sites – espaços de convivência montados para os Jogos.

São, em média, 104 toneladas de lixo recolhidas por dia. Não é pouco, mas em comparação ao réveillon deste ano, por exemplo, os Jogos têm sido muito mais “limpos”, de acordo com a concessionária. A avaliação vale tanto na média de sujeira recolhida por dia quanto para o comportamento o público na hora do descarte.

A Comlurb constatou menos rejeitos espalhados pelos espaços, o que agiliza o trabalho de garis. Na virada de 2015 para 2016, a quantidade de lixo recolhido em Copacabana representou perto de 70% do que foi coletado durante os 12 primeiros dias de Jogos. No dia seguinte ao réveillon, foram aproximadamente 700 toneladas retiradas da orla e da areia do bairro da Zona Sul.

“A cidade tem estado mais limpa, sim. Mas não significa que a produção de lixo seja menor. Isso porque a população tem colaborado com a questão do descarte de lixo em contêineres, o que faz com que a nossa logística esteja funcionado bem”, afirmou o presidente da Comlurb, Luciano Moreira.

Para o gestor, há uma mudança de perfil do público que tem ido às áreas públicas. Moreira destaca como ponto positivo “a conscientização de cariocas e turistas”. Na avaliação dele, essa experiência positiva da Olimpíada também ocorreu também durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Em cinco dias de jornada, foram 345 toneladas recolhidas.

Multas a cariocas e turistas continuam
O descarte correto não significa, porém, que multas por jogar lixo no chão deixaram de ser aplicadas na cidade. De acordo com Moreira, até esta segunda-feira (15) pela manhã, 3,1 mil multas foram emitidas pelo programa Lixo Certo, que aplica sanções referentes ao descarte incorreto de pequenos resíduos. Das pessoas multadas, mais de 400 são estrangeiras.

Na avaliação da concessionária, o número de penalidades aplicadas é baixo se considerada a quantidade de visitantes em áreas de convivência e boulevards olímpicos. No ranking do lixo dos espaços olímpicos, líder na quantidade de resíduos recolhidos é o Parque Olímpico da Barra, principal centro de competições do Jogos.
Lá, foram 32,4 toneladas. Em seguida, vêm Vila do Atletas, com 21,5 t; Parque Olímpico de Deodoro, com 18,9 t; Orla Conde, na Zona Portuária, com 13,9 t; Cento IBC, com 8,2 t; Estádio Olímpico Engenhão, com 5,8 t; Complexo Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, com 3,5 t; e Parque de Madureira, na Zona Norte, com 2,6 t. No Maracanã, foram 900 quilos de lixo recolhidos.
Papelão e plástico lideram reciclagem

Criada pelo Governo do Rio em parceria com outras instituições, desde o início dos Jogos a plataforma Placar da Reciclagem registou reciclagem de mais mais de 56 toneladas de materiais coletados.
Mais da metade (50,3%) do foi recolhido até agora é papelão. Em seguida, vêm plástico (16,8%); rejeitos (15%); materiais recicláveis não comercializáveis (12,2%); e metal (5,6%).

De acordo com o site, com a ação de reciclagem já foi possível economizar quase quatro mil metros cúbicos de água (3.827), 1.166 árvores, 1 tonelada de carvão mineral, 227 megawattz de energia, cinco toneladas de minério de ferro e 179 barris de petróleo.

Pesquisadores transformam cerâmica velha em cimento sustentável

Os cientistas já utilizaram resíduos de pisos e azulejos, itens sanitários e grés porcelânico. Os cientistas já utilizaram resíduos de pisos e azulejos, itens sanitários e grés porcelânico.

Um grupo de pesquisadores internacionais desenvolveu uma técnica que transforma resíduos cerâmicos em cimento sustentável. A nova possibilidade permite uma destinação mais útil e adequada para resíduos que seriam descartados em aterros ou lixões.

Os cientistas que integram o estudo são de quatro instituições: Universidade Politécnica de Valência, Universidade Jaume I de Castellón, Faculdade Imperial de Londes e Universidade Estadual Paulista. Juntos os cientistas criaram a nova matéria-prima que já passou por testes e usos em escala laboratorial.

Os resultados foram muito positivos. Além de ser um cimento sustentável, por não utilizar matéria-prima nova, ele também se mostrou muito mais resistente que os modelos tradicionais. “Se trata de um material totalmente novo. Sua principal característica é que não contém o cimento Portland, o que o torna muito mais sustentável do que os cimentos usados atualmente. Ele é composto unicamente pelos resíduos cerâmicos, uma substância ativadora e água”, explica María Victoria Borrachero, pesquisadora da Universidade Politécnica de Valência.

Até o momento, os cientistas já utilizaram resíduos de pisos e azulejos de cerâmica, itens sanitários e grés porcelânico. O processo é simples, como informado por María. “Primeiro trituramos a cerâmica, moemos e a misturados com uma solução ativadora. Imediatamente depois, a mistura é amassada com areia e o cimento está pronto para ser colocado em moldes e submetido a um processo de endurecimento especial, feito em alta temperatura”.

Para tornar o sistema ainda mais sustentável, os pesquisadores têm testado o uso de cinzas de casca de arroz para complementar os resíduos da cerâmica. Essa possibilidade deixaria o material ainda mais sustentável e barato, por ser feito quase que inteiramente com itens reaproveitados. Esta é uma ótima opção para a destinação adequada dos resíduos da construção civil. (Fonte: CicloVivo)

Fonte:http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2014/04/08/104218-pesquisadores-transformam-ceramica-velha-em-cimento-sustentavel.html

Mercado mundial de energia solar deve crescer 20% em 2014

A alta vem acompanhada de uma mudança entre as potência solares — a China agora lidera as instalações e a Alemanha vê seu apetite solar reduzir.

São Paulo – O mercado de energia solar poderá viver um bom momento em 2014. Segundo previsões da Bloomberg New Energy Finance (Bnef), o setor deve crescer 20% em todo o mundo. A expectativa é que mais 46 gigawatts (GW) sejam adicionados.

A alta acompanha uma mudança entre as potência solares. Depois de dominar a indústria por mais de seis anos, a Alemanha deverá instalar meros 3,3 GW este ano, destaca a PV Magazine, publicação especializada no setor, que teve acesso à previsão.

A principal potência solar da Europa está ficando à sombra do dragão chinês, cada vez mais faminto por energia limpa. Em 2013, a China bateu recorde mundial de instalação de projetos fotovoltaicos, que somaram 12 GW.

Isso é quase a capacidade solar total instalada dos Estados Unidos. Para 2014, o país planeja instalar mais 14 GW.

O Japão é agora o segundo país com maior instalação solar do mundo e pode chegar a 10,5 GW em 2014. Já os EUA devem instalar de 5 a 6 GW, o que o torna o terceiro na lista.

Mini-shopping em Uberlândia promete adotar critérios sustentáveis

O Gávea Sul Sustent, mini-shopping em fase de conclusão em Uberlândia, Minas Gerais, deverá contar com técnicas ambientalmente corretas tanto na construção como no dia-a-dia do empreendimento.

“O empreendimento pretende instalar iniciativas como geração de energia eólica, geração de energia fotovoltaica, captação e reuso de água da chuva, uso de iluminação natural e lâmpadas LED”.

Segundo o diretor do Gávea Sul Pátio Shopping, Marcelo Góes, a ideia de investir em sustentabilidade, além de minimizar impactos ambientais, foi incentivada pela vontade de se destacar em meio a outros empreendimentos. “Queremos criar uma cultura na região, quanto a importância desse tipo de construção. As pessoas estão curiosas para conferir. Queremos gerar discussões”, completou.  

O modelo Sustent é o primeiro de três empreendimentos que serão realizados na cidade. A obra, que está prevista para ser concluída em março de 2013, está sendo feita com materiais eco-friendly, que garantem, por exemplo, zero desperdício e sem a necessidade do uso de água.

Além de um canteiro de obra sustentável, o empreendimento pretende instalar no dia-a-dia, quando o mini-shopping estiver pronto, iniciativas como geração de energia eólica e fotovoltaica, captação e reuso de água da chuva, uso máximo de iluminação natural com clarabóia e também baseada em lâmpadas LED.

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“O modelo Gávea Sul Sustent contempla atitudes sustentáveis em todas as etapas do seu processo, desde a elaboração do projeto, passando pela construção, na definição de matérias e fornecedores, e culminando no modelo de gestão a ser aplicado no dia-a-dia”, garantiu Góes.

O executivo explicou também que o objetivo é abastecer as áreas comuns do local com 100% de energia gerada pelas fontes renováveis implantadas. Já o desejo futuro é de fornecer aos lojistas toda a energia excedente. 

O Gávea Sul Pátio Shopping está sendo construído na principal via de acesso da zona sul da cidade, na Av. Nicomedes Alves dos Santos, 3330, Morada da Colina. Será um centro de serviços com 18 lojas e uma praça de convivência.