Comlurb elogia Olimpíada ‘limpa’ e recolhe menos resíduo que no réveillon

Fonte: GI

Autor: Nícolas Satriano

Publicação: 16/08/16

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Desde o dia 3 de agosto, primeiro dia de operação da Comlurb para a Rio 16, até este domingo (14), foram 1.040 toneladas de resíduos recolhidos em instalações olímpicas, praias e live sites – espaços de convivência montados para os Jogos.

São, em média, 104 toneladas de lixo recolhidas por dia. Não é pouco, mas em comparação ao réveillon deste ano, por exemplo, os Jogos têm sido muito mais “limpos”, de acordo com a concessionária. A avaliação vale tanto na média de sujeira recolhida por dia quanto para o comportamento o público na hora do descarte.

A Comlurb constatou menos rejeitos espalhados pelos espaços, o que agiliza o trabalho de garis. Na virada de 2015 para 2016, a quantidade de lixo recolhido em Copacabana representou perto de 70% do que foi coletado durante os 12 primeiros dias de Jogos. No dia seguinte ao réveillon, foram aproximadamente 700 toneladas retiradas da orla e da areia do bairro da Zona Sul.

“A cidade tem estado mais limpa, sim. Mas não significa que a produção de lixo seja menor. Isso porque a população tem colaborado com a questão do descarte de lixo em contêineres, o que faz com que a nossa logística esteja funcionado bem”, afirmou o presidente da Comlurb, Luciano Moreira.

Para o gestor, há uma mudança de perfil do público que tem ido às áreas públicas. Moreira destaca como ponto positivo “a conscientização de cariocas e turistas”. Na avaliação dele, essa experiência positiva da Olimpíada também ocorreu também durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Em cinco dias de jornada, foram 345 toneladas recolhidas.

Multas a cariocas e turistas continuam
O descarte correto não significa, porém, que multas por jogar lixo no chão deixaram de ser aplicadas na cidade. De acordo com Moreira, até esta segunda-feira (15) pela manhã, 3,1 mil multas foram emitidas pelo programa Lixo Certo, que aplica sanções referentes ao descarte incorreto de pequenos resíduos. Das pessoas multadas, mais de 400 são estrangeiras.

Na avaliação da concessionária, o número de penalidades aplicadas é baixo se considerada a quantidade de visitantes em áreas de convivência e boulevards olímpicos. No ranking do lixo dos espaços olímpicos, líder na quantidade de resíduos recolhidos é o Parque Olímpico da Barra, principal centro de competições do Jogos.
Lá, foram 32,4 toneladas. Em seguida, vêm Vila do Atletas, com 21,5 t; Parque Olímpico de Deodoro, com 18,9 t; Orla Conde, na Zona Portuária, com 13,9 t; Cento IBC, com 8,2 t; Estádio Olímpico Engenhão, com 5,8 t; Complexo Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, com 3,5 t; e Parque de Madureira, na Zona Norte, com 2,6 t. No Maracanã, foram 900 quilos de lixo recolhidos.
Papelão e plástico lideram reciclagem

Criada pelo Governo do Rio em parceria com outras instituições, desde o início dos Jogos a plataforma Placar da Reciclagem registou reciclagem de mais mais de 56 toneladas de materiais coletados.
Mais da metade (50,3%) do foi recolhido até agora é papelão. Em seguida, vêm plástico (16,8%); rejeitos (15%); materiais recicláveis não comercializáveis (12,2%); e metal (5,6%).

De acordo com o site, com a ação de reciclagem já foi possível economizar quase quatro mil metros cúbicos de água (3.827), 1.166 árvores, 1 tonelada de carvão mineral, 227 megawattz de energia, cinco toneladas de minério de ferro e 179 barris de petróleo.

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