Fábrica de automóveis em São Bernardo reduz a zero os resíduos destinados a aterro sanitário

Fonte: Portal Fator Brasil | Publicação: 24/08/16

A Ford, em sua unidade fabril de São Bernardo do Campo, atingiu mais uma importante meta ambiental: eliminou totalmente o envio de resíduos para o aterro sanitário na região. Com esse novo marco no ABC paulista, a empresa completa mais uma etapa de seu plano de sustentabilidade no Brasil: a fábrica de Taubaté, no Vale do Paraíba, já havia atingido o nível zero de resíduos descartados no início deste ano e a fábrica de motores de Camaçari, na Bahia, já foi concebida dentro deste conceito ambiental.

Esse desafio vencido nas fábricas de automóveis, caminhões, motores e transmissões faz parte do plano global da Ford Motor Company visando a se tornar um modelo de práticas sustentáveis. Esse resultado vem de diversas ações que vão de iniciativas em várias áreas da operação até campanhas de conscientização. Em São Bernardo, a conquista foi celebrada com uma placa comemorativa descerrada pelo diretor de Operações da Ford América do Sul, Félix Guillen.

“Foi um árduo trabalho de educação e de envolvimento de toda a fábrica, incluindo os empregados das áreas de produção e administrativas. Este marco representa muito para a Ford e mais que isso, é uma conquista do planeta”, disse Félix Guillen.

A mais tradicional fábrica da Ford, onde são produzidos o New Fiesta e as linhas de caminhões da Série F e Cargo, zerou o envio de resíduos para aterro em junho último. Como comparação, a cidade de São Bernardo do Campo envia diariamente cerca de 700 toneladas de resíduos domiciliares para aterro. No Brasil, cada pessoa produz em média, cerca de 1 kg de lixo por dia.

Ações em São Bernardo — Desde ações como campanhas de conscientização dos empregados à melhoria de processos de fabricação a triagem de resíduos, a fábrica passou por uma verdadeira revolução de aprimoramentos e atitudes. Foi implementada continuamente a coleta seletiva na unidade, com segregação dos resíduos e destinação ambientalmente correta de cada um.

Atualmente, cada resíduo gerado na fábrica passa por um tratamento diferente, conforme as suas características, como por exemplo: .Folhas secas e restos de jardinagem são separados de resíduos de varrição e usados no processo compostagem, que gera em média 4 toneladas/mês. Resíduos gerados nos restaurantes, como cascas de ovos, frutas e restos de frutas ácidas, têm o mesmo destino.

  • A sílica (saquinhos de mineral), que serve como proteção na embalagem de peças e equipamentos mais sofisticados, é misturada na argamassa usada em obras civis na fábrica. Segundo as análises, o material ajuda a eliminar a umidade e já foram aproveitadas cerca de 7 toneladas dessa forma.
  • Os pallets de madeira são encaminhados para reaproveitamento, com um volume médio mensal de 2 toneladas. As madeiras chamadas inservíveis são transformadas em cavacos para queima em fornos de cerâmica, com volume médio mensal de 84 toneladas.
  • Papelão e isopor são encaminhados a empresas especializadas e transformados em cabides, molduras, porta-retratos ou rodapés. Essa reciclagem envolve mensalmente cerca de 70 toneladas de papelão e 150 quilos de isopor.
  • Latas de alumínio, garrafas PET e embalagens plásticas são separadas internamente e doadas a uma cooperativa de recicláveis de São Bernardo. Nos últimos quatro anos, quase 110 toneladas de copos plásticos foram enviadas para reciclagem. Ou seja, cerca de três toneladas por mês que são transformadas em vários produtos, como sacolas plásticas.

Ilhas de reciclagem —Em várias áreas da empresa, incluindo as administrativas, os empregados são incentivados a realizar a separação adequada de resíduos como papel, garrafas, copos plásticos e embalagens em geral. Foram criadas as chamadas “ilhas de reciclagem”, distribuídas pelos setores de produção e escritórios da organização.

“Um dos objetivos dessa iniciativa foi eliminar os cestos de lixo individuais, debaixo das mesas, que inviabilizam a segregação e reciclagem adequada dos diferentes resíduos. Outro fator positivo é a economia de sacos de lixo”, diz Edmir Mesz, supervisor de Sustentabilidade da Ford São Bernardo.

SHARE IT: